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Água suja e troco em pratos marcam restaurantes de São Paulo em 1921

No século XX, cronista registra água não filtrada e troco servido em pratos nos restaurantes de São Paulo, prática que gerava contaminação aos clientes

‘Coisas da Cidade’ de 24 de agosto de 1921. Foto: Acervo Estadão
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  • Em 24 de agosto de 1921, Pinheiro Junior, cronista de São Paulo, denunciou a má higiene em cafés e restaurantes da cidade, destacando água servida sem filtragem.
  • O texto cita que a água fornecida aos clientes era considerada péssima e não era filtrada previamente, colocando em risco a saúde dos fregueses.
  • O segundo fato citado é a prática de usar os pratos de mesa para depositar o troco, sem lavar previamente, e retornar os utensílios aos serviços.
  • O cronista descreve ter presenciado um garçom colocar um prato com notas sujas na mesa, e o freguês embolsar o troco e recolocar o prato na pilha comum.
  • A coluna enfatiza a necessidade de fiscalização municipal sobre higiene, filtros de água e uso inadequado de pratos para trocos, citando o restaurante Gambrinus como exemplo de stricte higiene.

Na coluna Coisas da Cidade, publicada em 24 de agosto de 1921, Pinheiro Junior descreveu denúncias sobre higiene em restaurantes de São Paulo. O cronista relatou água servida sem filtragem e o troco oferecido em pratos sujos, sem nova lavagem antes de retornar às mesas.

Segundo o relato, a água, considerada de má qualidade, era fornecida sem filtragem aos fregueses. Além disso, o troco era colocado nos pratos usados para servir os alimentos e, após embolso, o prato voltava à pilha de serviço sem higienização adicional.

O cronista afirmou ter presenciado um garçom depositar em uma mesa um prato com notas sujas e moedas, que, depois de o cliente pegar o troco, retornava à linha de louça para novo uso. A prática foi apontada como risco à saúde.

Contexto histórico

O texto também cita cobrança de fiscalização municipal para exigir filtros nos restaurantes. O autor defendia inspeção mais rigorosa do serviço sanitário, incluindo higiene na manipulação de utensílios e no troco, para evitar contaminações.

Pinheiro Junior, conhecido como P, nasceu em 1884 em Silveiras (SP) e formou-se em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo. Foi redator do Estadão por 35 anos e atuou ainda como advogado e escritor, com registro de milhares de textos no acervo do periódico.

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