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STJ reinaugura biblioteca com acervo raro e coleção do ministro Célio Borja

STJ reinaugura biblioteca com acervo histórico e incorpora a Coleção Ministro Célio Borja, com obras raras, fotos de Ricardo Stuckert e digitalização na BDJur

STJ reinaugura, nesta terça-feira, 5, biblioteca do STJ.
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  • STJ reinaugura a biblioteca após reforma e modernização, com foco em preservação histórica, tecnologia e acessibilidade.
  • A casa passa a abrigar a Coleção Ministro Célio Borja, cerca de seis mil volumes, incluindo obras de direito do século XVII até os dias atuais.
  • O acervo integra a Sala de Coleções Especiais, criada para conservação e consulta de livros raros.
  • O exemplar mais antigo é Commentariorum Juris Civilis, de Nicolai Vigelius (1562), encadernado em pergaminho, que passou por higienização e será digitalizado para a Biblioteca Digital Jurídica.
  • Além da coleção, a reinauguração apresenta obras raras do Direito e fotografias assinadas por Ricardo Stuckert.

O STJ reinaugurou sua biblioteca nesta terça-feira, 5, após obras de reforma e modernização. O espaço passa a abrigar obras históricas e fotografias de Ricardo Stuckert, fortalecendo o papel institucional na difusão do conhecimento jurídico. A cerimônia marcou ainda a incorporação da Coleção Ministro Célio Borja ao acervo.

O acervo, considerado um dos maiores do país, voltou a funcionar com infraestrutura pensada para preservação histórica, tecnologia e acessibilidade. A reforma ampliou espaços para estudo e pesquisa, mantendo o foco na conservação de livros raros e no atendimento a magistrados, servidores e pesquisadores.

Acervo Ministro Célio Borja

A incorporação da coleção de cerca de seis mil volumes amplia a Sala de Coleções Especiais, dedicada à conservação e à consulta de obras raras. Célio Borja foi ministro do STF entre 1986 e 1997, com trajetória marcada pela redação histórica da Constituição de 1988 e pela atuação política anterior.

O ex-ministro também teve forte vínculo com o meio acadêmico, destacando-se pela produção jurídica e pela biblioteca pessoal, que agora compõe o acervo do STJ. A chegada da coleção reforça o papel do tribunal na preservação de obras jurídicas relevantes.

Livro mais antigo

Entre os destaques está um exemplar de Commentariorum Juris Civilis, de Nicolai Vigelius, impresso em 1562. A obra, impressa na Alemanha, é uma raridade com poucos exemplares existentes no mundo e integra o acervo mais antigo do STJ.

Para a exibição segura, o exemplar passou por higienização e estabilização no Lapre, laboratório de preservação do tribunal. Também será digitalizado integralmente e disponibilizado na Biblioteca Digital Jurídica, ampliando o acesso a autoridades, pesquisadores e estudantes.

A cerimônia ressaltou ainda a abertura de exposição com obras históricas do Direito e fotografias assinadas por Ricardo Stuckert, que passam a compor o ambiente para consulta pública e institucional.

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