- O Datafolha, a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que 41% das mulheres deixaram de sair à noite no último ano por medo da violência.
- Em comparação, 29,8% dos homens disseram ter alterado a rotina noturna por receio de violência.
- O medo de agressão sexual atinge 82,6% das entrevistadas, e todos os cenários de violência listados passam de 80% entre as mulheres.
- Entre os maiores temores femininos estão roubo à mão armada (86,6%), golpes digitais (86,6%), ser morta em assalto (86,2%), além de celular furtado (83,6%) e roubo/assalto na rua (83,2%).
- Também houve mudança de comportamento: 37,8% das mulheres deixaram de circular com o celular nas ruas; a pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios, com margem de erro entre 0,8 e 4,2 pontos percentuais.
O Datafolha divulgou na noite deste domingo (10) os resultados da pesquisa Os gatilhos da insegurança, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O estudo aponta que 4 em cada 10 mulheres deixaram de sair à noite no último ano, devido ao medo da violência. A divulgação ocorreu em um formato jornalístico, com dados nacionais e regionais.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas presencialmente em 137 municípios. A margem de erro varia entre 0,8 e 4,2 pontos percentuais, conforme o tamanho da amostra. O objetivo foi mapear percepções de risco e comportamentos durante o período noturno.
Quem está envolvido
- Datafolha realizou o levantamento a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
- O estudo foca nas respostas de mulheres e homens sobre mudanças de rotina durante a noite.
- Os resultados apresentam a comparação entre os dois sexos.
O que aconteceu e quem é impactado
- Entre as mulheres, 41% disseram ter mudado escolhas noturnas por medo da violência.
- Entre os homens, o índice foi de 29,8%.
- Os cenários de violência com maior medo entre as mulheres ultrapassam 80% em quase todos os itens analisados.
Principais temores das mulheres
- Roubo à mão armada: 86,6%
- Golpes digitais: 86,6%
- Ser morta em assalto: 86,2%
- Ter o celular roubado/furtado: 83,6%
- Ser roubada/assaltada na rua: 83,2%
- Vítima de agressão sexual: 82,6%
- Residência invadida ou arrombada: 82,6%
- Vítima de bala perdida: 82,3%
Mudanças de comportamento e hábitos
- Além de evitar sair à noite, 37,8% das mulheres deixaram de circular com o celular nas ruas, frente a 28,9% dos homens.
- Os dados indicam um efeito generalizado de insegurança na vida cotidiana, com impacto direto em atividades noturnas e uso de dispositivos móveis.
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