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Ed Motta presta depoimento e nega injúria a funcionário de restaurante no Rio

Ed Motta depõe na 15ª DP do Rio; nega injúria, admite arremesso de cadeira após cobrança de taxa de rolha, sob investigação por injúria e lesão

Ed Motta em restaurante
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  • Ed Motta prestou depoimento na 15ª Delegacia de Polícia, no Rio de Janeiro, sobre a confusão no restaurante Grado, no Jardim Botânico, ocorrida no dia 2 de maio; ele negou ter agredido alguém ou proferido ofensas contra funcionários.
  • O cantor afirmou ter ido ao Grado a convite de dois amigos, com as esposas e os pais de um deles, e que a conta incluía taxa de rolha por levar vinho próprio.
  • Segundo ele, ficou extremamente chateado ao descobrir a cobrança e, ainda sob emoção, arremessou uma cadeira ao chão sem intenção de atingir ninguém.
  • Motta negou ter chamado o barman de “paraíba” ou feito expressões pejorativas; disse ser neto de baiano e bisneto de cearense e afirmou ter respeito pelos nordestinos, repudiando qualquer preconceito.
  • A 15ª DP investiga dois crimes: lesão corporal contra frequentador da mesa vizinha, com Motta como testemunha, e injúria por preconceito, com o cantor como possível autor; outros integrantes do grupo também são alvo de apuração.

Ed Motta prestou depoimento nesta terça-feira, 12, na 15ª Delegacia de Polícia (Gávea), no Rio de Janeiro, sobre a confusão ocorrida no restaurante Grado, no Jardim Botânico, em 2 de maio. O cantor chegou às 10h14 e saiu por volta de 12h20, acompanhado de advogados. Ele negou ter feito agressões ou ofensas xenofóbicas contra funcionários.

Conforme o depoimento, Ed Motta foi ao Grado a convite de dois amigos, acompanhado das esposas e dos pais de um deles, e cada pessoa levou duas garrafas de vinho. A cobrança de taxa de rolha foi o gatilho da discussão, já que o estabelecimento cobra a taxa quando o cliente leva o próprio vinho. Ele afirmou ter ficado extremamente chateado ao ver a cobrança.

O depoimento também contradiz relatos de funcionários que disseram ter ouvido ofensas xenofóbicas. Ed Motta afirma ser neto de baiano, bisneto de cearense e negro, e afirmou respeitar nordestinos, negando preconceito. Segundo ele, deixou o local já indignado com o atendimento, e não houve agressão por parte dele.

A polícia investiga dois crimes distintos no episódio: lesão corporal contra um frequentador da mesa vizinha, com Motta como testemunha, e injúria por preconceito, em que o cantor é investigado como possível autor. A defesa de Motta negou qualquer ato agressivo, alegando que ele apenas reagiu emocionalmente à cobrança.

Além de Motta, outros dois membros do grupo estão sob investigação. Nicholas Guedes Coppim aparece em imagens arremessando uma garrafa; Diogo Couto também é alvo de apuração. As defesas afirmam que ambos colaboram com as autoridades e estão à disposição para esclarecer os fatos.

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