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Mobilidade e inclusão das mulheres destacam edição Cidade em Movimento #23

Entre janeiro e março de 2026, São Paulo registrou 910 denúncias de estupro, destacando violência de assédio no trajeto, no transporte e em espaços urbanos

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  • Entre janeiro e março de 2026, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo registrou 910 denúncias de estupro na capital paulista.
  • As mulheres são as principais vítimas desse tipo de violência.
  • A pesquisadora Paula Freire Santoro aponta três formas de violência: assédio no trajeto até o transporte público, assédio dentro de veículos de transporte e estupro, em locais abertos ou fechados.
  • O assédio no caminho para o ponto de ônibus pode ocorrer na rua e no próprio ponto, muitas vezes não reconhecido como assédio.
  • Em trajetos com vegetação densa ou em caminhos ermos, o risco de abuso aumenta.

Entre janeiro e março de 2026, a capital paulista registrou 910 denúncias de estupro, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. O levantamento evidencia que o estupro atinge mulheres com maior intensidade, apesar de não ocorrer apenas com elas. A cidade é apresentada como espaço que não foi pensado para a sua segurança.

Pesquisadora Paula Freire Santoro, do LabCidade da USP, aponta três formas de violência contra mulheres durante deslocamentos. Primeiro, o assédio no trajeto até o transporte público e no ponto, muitas vezes verbal, mas contínuo. Segundo, o assédio físico dentro de ônibus, vagões de trem e metrô, associado à superlotação. Terceiro, o estupro em locais abertos ou fechados, facilitado por trajetos pouco iluminados ou vegetação densa.

Santoro ressalta que o planejamento urbano pode agravar ou reduzir esses riscos, dependendo de como o espaço público é concebido. Ela enfatiza a importância de visibilidade e iluminação ao longo de caminhos, especialmente em áreas de risco, para que o peso da violência seja reduzido durante a caminhada.

Cidade em Movimento

O podcast Cidade em Movimento discute mobilidade e inclusão das mulheres. Vai ao ar mensalmente na Rádio USP, às terças, às 8h35, e está disponível em plataformas de áudio. O programa reúne dados, entrevistas e análises sobre como a cidade impacta a vida das mulheres.

Produção do conteúdo é feita por Breno Marino e Isabella Lopes, com edição de Cinderela Caldeira. O projeto busca apresentar notícias e debates sobre urbanismo, transporte público e segurança, sem interferir na análise objetiva dos fatos. Oádio da Rádio USP reforça o compromisso com informação clara e acessível.

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