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Landgraf afirma que visita única não define qualidade de seu restaurante

Landgraf lança livro do Oteque, priorizando legado, mentoria e equilíbrio entre prêmios e continuidade da equipe

Alberto Landgraf em frente ao Oteque, no Rio de Janeiro
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  • Landgraf diz ter passado por um momento próximo ao burnout em maio de 2025, comparando com a segunda conversa, em abril de 2026, durante o lançamento de seu livro no Oteque em São Paulo.
  • O livro “Oteque: Ideas, Principles, Recipes, Stories and Connections [a Cookbook]” foi produzido com a editora Phaidon, com texto do crítico Andrea Petrini e fotos de Robert Astley-Sparke; a edição em italiano chegou primeiro, seguida pela inglesa, com a versão em português prevista para o fim do ano.
  • O conteúdo do livro foca em processos, ideias e receitas do Oteque, com formato de livro de mesa e acabamento sofisticado; não traz grande parte da biografia do chef.
  • Landgraf segue mantendo o Oteque, que figura na posição de referência com três estrelas Michelin no passado e números no ranking: 38º no 50 Best Latino e 81º no ranking mundial; ele diz não trabalhar para agradar quem vem apenas uma vez.
  • O chef aponta que pode não abrir outro projeto semelhante no Brasil nos próximos anos, cogita a possibilidade de atuar na Ásia no futuro e reforça o foco em mentoring, valorizando equipe e clientes fiéis, em vez de premiações.

Alberto Landgraf lança livro sobre o Oteque enquanto avalia o presente da carreira. Em São Paulo, o chef celebra o lançamento e fala de planos, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e o significado de deixar legado sem desistir da cozinha.

O livro, intitulado Oteque: Ideas, Principles, Recipes, Stories and Connections, tem edição da Phaidon. Emilia Terragni conduz a relação com o projeto desde o Epice, em 2010, e o material reúne saúde técnica, imagens e receitas. A publicação segue após anos de produção.

O texto ficou a cargo do crítico Andrea Petrini, com fotografias de Robert Astley-Sparke. O projeto, iniciado em 2023, ganhou formato de livro de mesa com capa de tecido, em inglês, com versão em português prevista para o fim deste ano. Landgraf descreve o livro como um legado educativo.

Durante a conversa, o chef narra a motivação por trás do Oteque. Ele afirma que seguir aprendendo e manter a disciplina criativa são os pilares da casa, que funciona com foco no serviço, no vinho e na experiência do cliente.

Nascido em Cornélio Procópio, Landgraf relembra momentos de instabilidade e o agravamento de uma possível burnout. Hoje, ele destaca a motivação de evoluir a cada dia e a satisfação de conhecer pessoas e culturas através da gastronomia.

Em relação a premios, Landgraf minimiza o impacto de estrelas Michelin e rankings. Para ele, prêmios não definem a qualidade; o que conta é a casa formada por clientes frequentes e uma equipe estável. A cada dia, ele busca equilíbrio entre pressões e rotina.

Sobre o cenário da gastronomia brasileira, o chef critica o excesso de holofotes e valoriza a construção de uma prática mais sólida. Ele aponta que a avaliação deve privilegiar serviço, treinamento e condições de trabalho para a equipe.

Além disso, Landgraf comenta a polêmica em torno de práticas de mercado e de crítica gastronômica. Ele defende uma imprensa mais crítica e menos protagonistas individuais, destacando a necessidade de avaliações baseadas em fatos verificáveis.

Ao considerar o futuro, o chef admite que não sabe se terá energia para novos projetos parecidos com o Oteque. Caso haja continuidade, ele aponta a possibilidade de atuação fora do Brasil, especialmente na Ásia, onde o respeito ao trabalho do cozinheiro é mais evidente.

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