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Iole de Freitas apresenta esculturas inspiradas no amanhecer em exposição

Iole de Freitas traduz o amanhecer em esculturas de aço inox na Galeria Raquel Arnaud, em São Paulo, com cores do violeta ao magenta na parede ao alcance dos olhos

A artista Iole de Freitas veste colar da coleção que criou com a jalheria HStern
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  • A mostra Noturno Sem Pé e Cabeça, de Iole de Freitas, está em cartaz na Galeria Raquel Arnaud, em São Paulo.
  • As esculturas em aço inox ganham cores que vão do violeta ao vermelho e são instaladas na parede, ao nível dos olhos.
  • A série Noturnos nasceu da observação do intervalo entre noite e dia, com peças descritas como descabeladas, semelhantes a mechas.
  • Além das esculturas coloridas, a exposição apresenta grandes mantos de papel glassine, areia e cola, alguns suspensos e outros no chão.
  • A mostra fica até 30 de maio; a artista também participa de um painel de 14 metros na ArPa neste mês e tem exposição panorâmica prevista para 2027 na Casa Roberto Marinho, no Rio.

Na Galeria Raquel Arnaud, em São Paulo, está em cartaz a mostra Noturno Sem Pé e Cabeça, de Iole de Freitas. A exposição reúne uma série inédita em aço inox pintado, ao lado de trabalhos recentes da artista, que dialogam com o amanhecer. As obras ocupam a parede principal, ao alcance do olhar, explorando cor e movimento.

Iole, aos 80 anos, encontrou no amanhecer o ponto de partida para as novas criações. A série Noturnos apresenta estruturas curvas que se expandem horizontalmente, formando mechas que parecem prender o espaço entre luz e sombra. A cor, pouco usada antes, assume o centro da exposição e remete a uma experiência atmosférica.

A curadoria privilegia a leitura do tempo e da duração, com a escolha de instalar as esculturas na altura dos olhos para enfatizar a linha do horizonte. Além das peças coloridas, há grandes Mantos de papel glassine, areia e cola, que pairam ou ocupam o piso, evocando tecidos e volumes barrocos.

Noturno em aço e cor

As esculturas coloridas trazem tons que vão do violeta ao vermelho, compondo uma leitura cromática conectada à transformação da luz ao amanhecer. Segundo a artista, a cor surge a partir da percepção do espaço e do momento em que a luz se revela.

A mostra também registra referências ao barroco, já presentes em trabalhos anteriores, com uma leitura que Iole descreve como pulsação visual, não como excesso. A linguagem plástica busca traduzir a passagem do tempo sem perder a contundência formal.

Extensões da exposição

Ao todo, a produção recente integra o conjunto apresentado na galeria paulistana até 30 de maio. No fim do mês, Iole participa de um painel de 14 metros na feira ArPa, em São Paulo. Em 2027, está prevista uma exposição panorâmica na Casa Roberto Marinho, no Rio de Janeiro, com curadoria de Sônia Salzstein.

A artista também destaca a importância de ampliar o espaço para produções indígenas, negras e periféricas no circuito institucional. O projeto envolve parcerias com as Escolas Vivas de Escolas Associadas na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio, visando transmissão de saberes tradicionais por meio de práticas artísticas.

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