- O IBGE aponta que quatro municípios têm menos da metade dos bebês registrados oficialmente, em levantamento sobre 2024 divulgado em vinte de maio.
- Junco do Maranhão é o pior, com 70,18% dos nascimentos não registrados; a cidade tem 5.146 habitantes.
- Alto Alegre (Roraima) registra 67,79% de nascimentos sem registro; Amajari (RR) tem 60,10%; Uiramutã (RR) 55,58%.
- Regiões Norte e Nordeste concentram os piores índices de registro e notificação oficiais de óbitos e nascimentos.
- Completam o top dez locais com maiores sub-registros: Lagoa de Velhos (RN) 41,94%; Boqueirão do Piauí (PI) 39,20%; Lagoa do Barro do Piauí (PI) 38,49%; Pedra Branca do Amapari (AP) 36,73%; Bom Jesus do Tocantins (PA) 36,18%; Luís Domingues (MA) 35,01%.
Em quatro municípios brasileiros, menos da metade dos bebês nascidos são registrados oficialmente, aponta estudo do IBGE divulgado nesta quarta-feira (20/5). O levantamento mostra elevado sub-registro de nascimentos na região Norte e Nordeste, com média nacional de 0,95% de nascimentos não registrados.
Entre os municípios com pior desempenho, Junco do Maranhão lidera o ranking. Na cidade, 70,18% dos bebês nascidos não são oficialmente registrados, conforme o último Censo. Junco do Maranhão tem 5.146 habitantes, segundo o IBGE.
Outro município com alto índice de sub-registro é Alto Alegre, em Roraima, onde 67,79% dos nascimentos não aparecem em cartório. A cidade registra 21.066 moradores. Amajari, também em Roraima, registra 60,10% de nascimentos não registrados, em uma população de 13.927 pessoas.
O quarto município com maior sub-registro fica em Roraima: Uiramutã, onde 55,58% dos nascimentos não são registrados. A população local é de 13.751 habitantes. Juntas, essas quatro cidades destacam o problema no Norte e Nordeste, segundo o estudo.
Municípios com maiores índices de sub-registro
Ao todo, as dez cidades com mais nascimentos não registrados estão concentradas nas regiões norte e nordeste. A lista inclui Lagoa de Velhos (RN), Boqueirão do Piauí (PI) e Lagoa do Barro do Piauí (PI), entre outros. Os números variam entre 41,94% e 35,01%.
Segundo o IBGE, o relatório “Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos” complementa dados de 2024. Considera os nascimentos não registrados até o primeiro trimestre do ano seguinte à pesquisa.
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