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Pesquisa aponta maioria de moradores de Alemão, Maré e Rocinha contra operações policiais

Com quatro mil moradores ouvidos, estudo revela que 73% dos moradores do Alemão, Penha, Maré e Rocinha discordam de operações policiais e 91% apontam excessos

Entidades ouviram 4 mil moradores, entre os dias 13 e 31 de janeiro, nos quatro grandes conjuntos de favela do Rio. Levantamento teve apoio da Fundação Tide Setúbal
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  • Em 13 a 31 de janeiro, 4 mil moradores de Alemão, Penha, Maré e Rocinha foram ouvidos, com apoio da Fundação Tide Setúbal.
  • A maioria discorda das operações policiais: 73% dos entrevistados são contra, e 91% dizem haver excessos e ilegalidades.
  • Mesmo entre os que apoiam as ações, 85% percebem excessos por parte da polícia.
  • Em relação à condução das operações, 92% discordam do modelo atual e 95% entendem que não aumentam a segurança das famílias.
  • A pesquisa foi realizada por várias organizações da sociedade civil das favelas, com apoio de institutos e fundações, para entender percepções, motivações e impactos das incursões policiais.

A maioria dos moradores do Alemão, da Penha, da Maré e da Rocinha é contrária às operações policiais realizadas nas favelas do Rio de Janeiro. O levantamento ouviu 4 mil moradores entre 13 e 31 de janeiro, com apoio da Fundação Tide Setúbal, para entender as percepções sobre as incursões.

A pesquisa aponta que 73% dos moradores discordam das operações, e 91% afirmam que há excessos e ilegalidades praticadas pela polícia. Mesmo entre quem apoia as ações, 85% reconhecem episódios de abuso nas operações.

A maior parte do levantamento foi conduzida por seis organizações da sociedade civil, com apoio de universidades e institutos de pesquisa. O estudo tem como objetivo compreender motivações, influências e sensações geradas pela atuação policial nas comunidades.

Metodologia e parceiros

O estudo foi realizado por Fala Roça (Rocinha), Fronte Penha, Instituto Papo Reto (Alemão), Instituto Raízes em Movimento (Alemão), Redes da Maré e A Rocinha Resiste, com apoio da Cátedra Patrícia Acioli da UFRJ, CESeC, Geni/UFF, Instituto Fogo Cruzado, Laboratório de Análise da Violência (UERJ e Open Society Foundations).

A rejeição ao modelo atual de atuação policial é ampla: 92% desaprovam a forma como as operações são conduzidas e 95% entendem que não há melhoria na segurança das famílias das favelas. O universo pesquisado representa 21% dos moradores de favelas da cidade.

Contexto de percepção e desdobramentos

Três em cada quatro moradores são contrários às operações, e apenas 25% demonstram algum nível de concordância. Em perspectivas sobre mudanças, o estudo aponta esgotamento da população diante de ações violentas e reconhecimento de abusos.

Os resultados contrastam com outras pesquisas de opinião. Um levantamento Genial/Quaest indicou aprovação de 64% da megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha, em comparação com 27% de desaprovação entre a população geral do Rio.

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