- O mestre de adega Cédric Jacopin, da Champagne De Saint-Gall, afirma que inovação não é contrária à tradição e que o futuro da categoria passa por adaptar-se ao clima sem perder a imagem premium.
- A estrutura cooperativa de De Saint-Gall reúne mais de 2.300 viticultores, oferecendo escala de grande casa e proximidade com a cultura do vinhedo.
- As próximas inovações devem focar na adaptação ao aquecimento global e na redução de pesticidas e herbicidas, com desenvolvimento de material de vinhedo e novas variedades por meio de hibridação.
- O setor vive uma correção de mercado após a euforia pós-Covid, mas não houve queda na popularidade do Champagne; o desafio é ajustar o posicionamento premium junto aos consumidores.
- Jacopin diz que sustentabilidade já faz parte do cotidiano dos produtores há mais de dez anos, impulsionando práticas vitícolas e inovações técnicas para vinhos mais limpos.
Champagne terá futuro de inovação, afirma Cédric Jacopin, mestre de caves da De Saint-Gall. Em Londres, ele destacou que adaptabilidade climática e preservação da imagem premium moldam o setor hoje, conforme participação de uma cooperação de vinhateiros.
Jacopin explicou que a estrutura cooperativa da De Saint-Gall confere escala de uma grande casa e ligação à cultura de vinhedos. São mais de 2.300 viticultores associados, o que sustenta investimentos, volumes e comunicação com foco em Grand e Premier Cru.
Segundo o executivo, a Champagne sempre evoluiu diante de pressões externas e mudanças tecnológicas, mantendo a tradição. O próximo passo envolve adaptar-se ao clima e reduzir insumos químicos na vinha, com materiais de plantio e novas variedades.
Inovação faz parte das tradições da Champagne
Jacopin argumentou que a viticultura evoluiu desde o fim do século XIX, com crises como a filoxera, até hoje, com avanços no cultivo, na matéria de prensa e na vinificação. O foco futuro é a adaptação climática e menos pesticidas.
Ele também tratou da atual pressão econômica, vendo uma correção de mercado, não perda de apelo. A Champagne estaria passando por ajustes após a euforia pós-Covid, mantendo o posicionamento superior no segmento de espumantes.
Para ele, o setor não vive uma greenwashing, mas uma transição ambiental cotidiana. A sustentabilidade tornou-se obrigação histórica para combater o clima, com práticas de viticultura sustentável iniciadas há mais de uma década.
Sustentabilidade como prática diária
Jacopin afirmou que a transição ambiental é impulsionada por pressões técnicas, não apenas pelo interesse do consumidor. Produtores começaram a adotar vinificação e cultivo mais limpos, gerando inovação contínua.
Apesar do aumento de preços, a Champagne mantém posição única como bebida de celebração e luxo acessível. O portfólio continua amplo, com espaço para consumo em restaurantes, harmonizações e coquetéis.
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