- Urupema, a 1.425 metros de altitude, é conhecida como Capital Nacional do Frio, com temperatura média anual de 14°C e cerca de cinquenta geadas por ano, além de episódios de neve.
- Em 2026, antes do inverno, houve mínima de -5°C e até ocorrência pontual de neve; a cidade registra condições de frio intenso há todo o ano.
- A região abriga atrações como o Morro das Antenas e uma cascata que congela no frio, atraindo turistas durante o inverno; há ainda estalactites de gelo visíveis ao longo da estrada de acesso.
- Moradores adotam medidas de convivência com o frio, incluindo fogão a lenha, roupas térmicas e ações envolvendo animais, como as ovelhas Pacha e Mama, que ganham cachecol e touca.
- O El Niño de 2026 pode reduzir a intensidade e duração dos episódios de frio na serra catarinense, com efeitos esperados a partir de julho e ao longo do inverno, enquanto a prefeitura planeja coleta de dados oficiais sobre o impacto do turismo de inverno.
Urupema, na Serra Catarinense, é reconhecida como Capital Nacional do Frio por sua altitude de 1.425 metros, temperatura média de 14°C e geadas frequentes, chegando a quase 50 por ano. Em 2026, antes do inverno, já houve mínima de -5°C e ocorrência pontual de neve.
A cidade abriga 2,7 mil moradores e atrai turistas durante os meses frios. O título, conferido pelo Congresso em 2021, justifica-se pela condição climática típica: geadas, neve ocasional e cenas como cascata congelada, entre maio e agosto.
Urupema é a mais alta de Santa Catarina e faz fronteira com Urubici, São Joaquim e Bom Jardim da Serra, em região reconhecida pela Epagri/Ciram como uma das mais frias do país. O Morro das Antenas concentra ventos fortes e temperaturas baixas.
Em 2025, o município registrou -8,16°C com sensação térmica de -31°C. Em 2026, antes do inverno, houve -5°C e neve pontual, segundo a Epagri/Ciram. O frio constante molda a rotina, o comércio e a presença de visitantes.
A prefeitura destaca que o Morro das Antenas fica a oito quilômetros do Centro e abriga registros de temperaturas muito baixas e, às vezes, nevadas. No trajeto até o topo, é comum ver estalactites de gelo de até 50 centímetros.
Outra atração do inverno é a cascata que congela, um fenômeno observado no local. A última queda de temperatura que gerou casca de gelo ocorreu em 2024, com histórico de ocorrências anteriores, como em 2019.
O fenômeno El Niño pode alterar o cenário de 2026. A previsão indica que o evento, se ocorrer, tende a trazer mais umidade e menos frio intenso, com efeitos esperados entre julho e agosto.
O impacto turístico é parte central da economia local, baseada na produção de maçã, batata, moranga, pecuária, orgânicos e truticultura. A prefeitura pretende iniciar a coleta de dados oficiais sobre o turismo de inverno a partir de 2026.
A administração municipal aponta que não há pessoas em situação de rua, mas mantém ações de assistência social, saúde e defesa civil para enfrentar o frio extremo. O turismo sustenta hotelaria, gastronomia, comércio e vinhos de altitude.
Moradores relatam hábitos típicos do período frio. Ivanir Espíndola, que vive com o marido Edson, transferiu-se de Florianópolis há mais de uma década para morar em Urupema, valorizando o frio e a qualidade de vida.
A moradora descreve a casa com mantas de lã, fogão a lenha e refeições adaptadas ao clima. O casal também dirige a atenção para as ovelhas Pacha e Mama, que ganharam cachecóis e toucas para enfrentar as baixas temperaturas.
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