- Atlas da Violência 2026 mostra que as capitais tiveram, em 2024, média de 26,6 homicídios por 100 mil habitantes, 13,7% acima da média nacional (23,4).
- Regiões Norte e Nordeste concentram a maior parte das capitais com mais homicídios; nove entre dez estão nessas áreas (quatro no Nordeste e cinco no Norte).
- O estudo considera homicídios estimados, somando registros oficiais (42.590, 20,1 por 100 mil) e homicídios ocultos (7.083), totalizando 49.673 mortes no ano.
- Ao longo de dez anos houve queda de 41% na taxa de homicídios por 100 mil habitantes no Brasil, de 45,2 em 2014 para 26,6 em 2024.
- Assassinos são mais comuns em municípios médios (100 mil a 500 mil habitantes): 24,1 por 100 mil em 2024, contra 21,0 em grandes e 19,7 em pequenos, com desigualdade significativa entre cidades médias.
O Atlas da Violência 2026, elaborado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que as capitais registraram em 2024 uma taxa média de 26,6 homicídios por 100 mil habitantes. O dado fica acima da média nacional, de 23,4 circunstâncias, configurando uma diferença de 13,7%.
O estudo combina homicídios oficialmente registrados e homicídios ocultos, quando a causa não é determinada pelo estado. Ao todo, foram estimados 49.673 assassinatos no país em 2024, sendo 42.590 casos registrados e 7.083 homicídios ocultos.
Segundo a série histórica, a violência caiu ao longo de uma década: de 45,2 Hs por 100 mil em 2014 para 26,6 em 2024, uma redução de 41%. O levantamento destaca a tendência de queda do país como um todo, mesmo com variações locais.
A pesquisa mostra que assassinatos são mais comuns em municípios médios, com 24,1 homicídios estimados por 100 mil em 2024. Grandes registraram 21,0 e pequenos, 19,7. Entre as cidades médias, 11 tiveram taxas acima de 60 por 100 mil; 56 ficaram abaixo de 10.
Na composição regional, Norte e Nordeste concentram a maior parte das capitais com maior violência. Entre as 10 capitais com maior número de homicídios, nove ficam nessas duas regiões, com quatro do Nordeste e cinco do Norte.
Os dados indicam desigualdades intrarregionais, já que diversas cidades médias apresentam discrepâncias acentuadas entre bairros. O relatório reforça a necessidade de políticas públicas voltadas a diferentes portes urbanos para reduzir a violência de forma localizada.
Fontes oficiais citadas no estudo são o Ipea e o FBSP, que destacam que a metodologia considera tanto casos confirmados quanto homicídios cuja causalidade não pôde ser determinada.
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