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Casa de Rui Barbosa ajuda PF a prender o maior ladrão de obras raras

Fundação Casa de Rui Barbosa acionou a Polícia Federal após suspeita de troca de obra original por réplica, resultando na prisão de Laéssio Rodrigues de Oliveira

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  • A Fundação Casa de Rui Barbosa acionou a Polícia Federal após detectar tentativa de aliciar um segurança para trocar uma obra original por réplica.
  • A instituição fez a notícia-crime, comunicou o caso às autoridades e passou a colaborar com as investigações que resultaram na prisão de Laéssio Rodrigues de Oliveira.
  • Laéssio é investigado por furtos em bibliotecas, museus e acervos públicos, e o seu nome já havia aparecido em outros casos envolvendo instituições culturais neste ano.
  • Em fevereiro, ele teria ido ao Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo acompanhado de duas pessoas, usando máscara; o instituto suspendeu temporariamente o acesso de pesquisadores ao acervo.
  • A Polícia Civil de São Paulo investiga-o como possível mandante do roubo à Biblioteca Mário de Andrade, ocorrido em 7 de dezembro de 2025, quando foram levadas oito gravuras de Henri Matisse e cinco de Candido Portinari.

A Fundação Casa de Rui Barbosa acionou as autoridades após identificar uma tentativa de troca de uma obra original por réplica. Laéssio Rodrigues de Oliveira é apontado como suspeito de articular esse esquema, que envolveria vantagem indevida para quem manipularia o item do acervo.

A Fundação, vinculada ao Ministério da Cultura, formalizou uma notícia-crime e repassou o caso à Polícia Federal, além de colaborar com as apurações que resultaram na prisão do investigado. A ação aconteceu nesta semana, em parceria com órgãos de segurança.

Laéssio é descrito como figura incomum no cenário criminal, com atuação voltada a bibliotecas, museus, acervos públicos e instituições culturais, e não a crimes tradicionais. O caso envolve ainda o possível contato com profissionais de segurança para facilitar o esquema.

Investigações anteriores

Em fevereiro, a Polícia Civil de São Paulo informou que Laéssio acompanhou um grupo ao Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, apresentando-se como pesquisador. O local suspendeu temporariamente o acesso de pesquisadores após o episódio.

De acordo com a imprensa, a Polícia Civil investiga Laéssio como possível mandante do roubo à Biblioteca Mário de Andrade, registrado em dezembro de 2025. O ataque incluiu a invasão de dois homens armados e a retirada de gravuras de Matisse e Portinari.

A apuração indica que Laéssio teria pesquisado previamente a Biblioteca Mário de Andrade e a coleção Jazz de Matisse, antes do roubo. Dados telemáticos indicaram contato entre ele e um dos suspeitos, alimentando a hipótese de participação intelectual no crime.

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