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Bebidas de pré-embarque podem deixar de existir em breve

Ritual do drinque pré-embarque pode mudar com restrições aéreas; bebidas sem álcool ganham espaço para manter celebração sem turbulência

The question over whether pre-flight drinks may be facing last orders has been recirculating as restrictions become discussed more readily by airlines facing disruptions. But the airport ritual doesn’t have to disappear completely, says one drinks expert. db finds out more.
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  • O debate sobre a possibilidade de restringir ou proibir bebidas alcoólicas em aeroportos ganha força, com companhias aéreas discutindo limites para vendas no aeroporto.
  • Relatos indicam que algumas empresas defendem até proibir o consumo de bebidas alcoólicas no começo da manhã, para reduzir comportamentos disruptivos a bordo.
  • Especialista em vinhos afirma que o ritual do drinque antes do voo é parte da experiência de viagem, ajudando a iniciar o período de férias.
  • Alternativas sem álcool (cervejas, vinhos e coquetéis sem álcool) estão ganhando espaço, oferecendo opção festiva sem os efeitos do álcool.
  • Autoridades e pesquisas apontam mudança de percepção pública, com reduzida aceitação de consumo excessivo antes do voo e possível evolução natural do hábito, mantendo a celebração, mas de forma mais moderada.

O debate sobre o fim dos drinques pré-voo voltou a ganhar força à medida que as companhias aéreas discutem restrições de venda de álcool em locais de aeroportos. O ritual no saguão não precisa desaparecer, aponta um especialista em bebidas.

Especialista em vinhos, Dan Harwood, afirmou que, para milhões de britânicos, o início das férias começa no bar do aeroporto. Seja com uma cerveja antes do amanhecer ou um prosecco antes do embarque, o consumo pré-voo tornou-se parte da experiência de viagem.

Harwood explicou que a tradição enfrenta turbulência porque companhias como Ryanair, EasyJet e Jet2 defendem restrições maiores na venda de álcool em aeroportos, inclusive proibição de bebidas no primeiro horário. Situação motivada por episódios de distúrbios a bordo.

Além disso, casos com outras companhias, como a British Airways, têm sido citados para ilustrar incidentes pontuais, ainda que atribuídos a casos isolados. A indústria observa que funcionários lidam com episódios de embriaguez com frequência maior.

O executivo ressalta que a opinião pública também mudou: pesquisas indicam apoio a restrições para bebidas no aeroporto no turno da manhã, em meio à frustração com distúrbios durante viagens. Jovens também pensam em reduzir o consumo de álcool até 2026.

Sobre como lidar com o tema, Harwood sugere entender a razão do ritual e evitar uma proibição completa. O objetivo seria manter o momento de celebração sem incentivar disrupções.

A aposta recai sobre alternativas sem álcool. Cervejas, vinhos e coquetéis sem álcool vêm ganhando espaço, mantendo a ideia de celebração sem os efeitos negativos da bebida.

Segundo Harwood, não é necessário eliminar o álcool, mas adaptar o espaço. A ideia é manter a emoção da viagem, com opções mais visíveis e atraentes de bebidas sem álcool, reduzindo riscos de incidentes a bordo.

Com isso, o futuro do drinque pré-voo pode evoluir sem desaparecer. A expectativa é manter o momento de transição para as férias, com menos impacto no serviço e na experiência do passageiro.

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