- Em 2024, o Brasil registrou a menor taxa de homicídios em onze anos, pouco mais de 20 assassinatos por 100 mil habitantes.
- O país teve cerca de 43 mil mortes violentas, conforme o Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
- O estudo aponta aumento dos chamados “homicídios ocultos”, mortes violentas sem causa determinada que podem esconder assassinatos.
- Há crescimento da violência sexual contra crianças e adolescentes e de suicídios entre jovens.
- Daniel Cerqueira, coordenador do Atlas, analisa os fatores da redução dos homicídios e os desafios no enfrentamento de outras formas de violência.
O Brasil registrou, em 2024, a menor taxa de homicídios dos últimos onze anos. O indicador ficou pouco acima de 20 assassinatos por cada 100 mil habitantes, com cerca de 43 mil mortes violentas no total, conforme o Atlas da Violência 2026.
O estudo, divulgado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta ainda um avanço de violências que permanecem desafiadoras. Entre elas, os chamados homicídios ocultos, mortes violentas cuja causa não está determinada, o que pode esconder assassinatos nas estatísticas oficiais.
No episódio do Podcast JR 15 Min #1430, Daniel Cerqueira, coordenador do Atlas da Violência e técnico de planejamento e pesquisa do Ipea, analisa os fatores que ajudam a explicar a redução de homicídios e os entraves no enfrentamento de outras formas de violência.
Panorama da violência em 2024
Além da queda nos homicídios, o atlas evidencia crescimento de violência sexual contra crianças e adolescentes e de suicídios entre jovens, ampliando o conjunto de desafios para políticas públicas de segurança.
Cerqueira explica que a complexidade das dinâmicas regionais, a atuação de redes criminosas e fatores socioeconômicos influenciam os padrões de violência, exigindo estratégias multifrontes e dados atualizados para orientar investimentos.
Desafios e próximos passos
O relatório enfatiza a importância de melhorar a apuração de causas de mortes violentas e de ampliar a prevenção, incluindo proteção de vulneráveis e ações de prevenção ao suicídio entre jovens. O estudo reforça a necessidade de monitoramento contínuo para ajustes de políticas públicas.
Entre na conversa da comunidade