- Edição especial do Aqui-DF celebra 68 anos de Taguatinga, fundada em 1958 para abrigar candangos, hoje polo econômico e comercial.
- Moradores e empresários contam histórias da cidade, incluindo o papel de Wílon Wander Lopes na construção da cidadania local.
- As áreas verdes são destaque, com Taguaparque, Parque Saburo Onoyama e a Floresta Nacional de Brasília; trilhas na Flona foram criadas por voluntários.
- Praças como Relógio e Bicalho atraem moradores e visitantes, com a feira dominical no Bicalho e barracas tradicionais na programação.
- O polo comercial inclui Taguacenter e Mercado Norte, com relatos de comerciantes locais; destaque para a gastronomia, como o restaurante Portugal & Seus Sabores e a expansão do Rebu — Fogo e Fumaça.
A edição especial do Aqui-DF celebra os 68 anos de Taguatinga com histórias de moradores e empresários que ajudam a moldar a cidade. A publicação reúne relatos sobre a origem, a evolução econômica e o orgulho local, destacando a trajetória desde a fundação em 1958 até o papel atual como polo comercial.
A edição ressalta a transformação de Taguatinga em um polo econômico e cultural do Distrito Federal. O especial compila relatos de quem vive e trabalha na cidade, mostrando como diferentes perfis contribuíram para a cidadania e o desenvolvimento local ao longo das décadas.
Entre os destaques está a vida de Wílon Wander Lopes, 80 anos, que chegou à cidade em 1960 aos 15, vindo de Governador Valadares (MG). O advogado, jornalista e historiador lembra a dificuldade de integração inicial, mas afirma que Taguatinga abriu espaço para que pessoas de várias regiões construíssem sua história.
Patrimônio natural e espaços públicos
Os parques e áreas verdes aparecem como pilares do cotidiano local. O Taguaparque, o Parque Saburo Onoyama e a Floresta Nacional de Brasília são citados como referências para atividades ao ar livre. Edgar Fagundes, geólogo de 69 anos, ajudou a abrir trilhas na Flona, destacando o sentimento de pertencimento da comunidade que frequenta o espaço.
O Parque Ecológico Saburo Onoyama, conhecido como Vai Quem Quer, é apontado como grande atrativo da cidade, com áreas para crianças, parques e até piscina. O local encanta moradores como Lohan de Oliveira, 26, que destaca a importância de ter ambientes de lazer próximos de casa para a saúde mental.
Centro histórico e praças
As praças são retratadas como pontos de encontro da população. A Praça do Relógio é citada como referência para quem chega à cidade, servindo de marco para orientações e atividades. Já a Praça do Bicalho ganha vida aos domingos com a feira livre, reunindo usuários que apreciam produtos locais, como pães de queijo artesanais da família Venturelle, que participa da edição há 15 anos.
Polo comercial e identidade local
O comércio de Taguatinga se consolidou como um dos mais desenvolvidos de Brasília, com destaque para o Taguacenter e o Mercado Norte. Moradores locais ressaltam a variedade de opções e a fidelidade da clientela, evidenciando a presença de feiras, lojas de vestuário e serviços criados ao longo de décadas.
O perfil comercial é enriquecido pela gastronomia. O restaurante Portugal & Seus Sabores, inaugurado em 2011, tornou-se referência para quem procura um cardápio que reúne sabores de Portugal, com bolinhos de bacalhau e pastéis de Belém. O chef Domingos da Veiga afirma que a presença em Taguatinga o faz sentir-se em casa.
Expansão e novas propostas
Recentemente, foi aberta uma unidade do restaurante ao lado da Feira dos Importados no SIA, sinalizando a continuidade da expansão empresarial. Os proprietários destacam que permanecer em Taguatinga é uma escolha estratégica, afirmando que a cidade representa um espaço de renascimento e crescimento.
Outro caso citado é o Rebu – Fogo e Fumaça, inaugurado após o fechamento de um estabelecimento em Águas Claras durante a pandemia. Bruno Oliveira e Lucas Narciso ressaltam que a nova casa, próxima de famílias locais, une tradição e técnicas de churrasco com influências de outros países, fortalecendo a oferta gastronômica da cidade.
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