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Mulher de 37 fingia ter 12 e enganou mãe adotiva no Rio

Mulher de 37 anos que se passava por adolescente de 12 enganou redes de apoio no Rio e em Santa Catarina; vítimas relatam abalo à saúde mental e perícia ocorre

Amanda Maria fez vítimas em vários estados se passando por adolescente
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  • Mulher de 37 anos, Amanda Maria Souza de Oliveira, foi presa em Joinville (SC) por se passar por adolescente de 12 anos, levando a comoção de familiares e apoio social.
  • Antes de Santa Catarina, ela já havia adotado a identidade falsa de “Duda” no Rio de Janeiro, enganando pessoas que a acolheram como menina com autismo fugindo de abusos.
  • No Rio, a nutricionista Renata Magalhães e a diretora de projeto social Viviane Henriques apoiaram Amanda, que pediu moradia e ajuda, alegando violência e fuga do Ceará.
  • Revelações incluíram relatos de que Amanda dizia ter agulhas no corpo por rituais do pai, além de comportamento infantilizado; suspeitas levaram às suspeitas e à prisão em flagrante por estelionato, falsa identidade e falsidade ideológica.
  • Em Santa Catarina, a Polícia Civil informou que Amanda repetiu o mesmo padrão, usando o nome falso “Gabriele” por cerca de 14 meses; a Justiça manteve a prisão preventiva e decidiu realizar exame de sanidade mental para orientar o processo.

Amanda Maria Souza de Oliveira, 37 anos, foi presa em Joinville (SC) após se passar por uma adolescente de 12 anos, sob o nome fictício de Gabriele. O caso trouxe à tona uma história semelhante ocorrida no Rio de Janeiro em 2023, quando ela usou o apelido Duda.

Renata Magalhães, 52 anos, nutricionista, e Viviane Henriques, 45, diretoras de um projeto social, foram enganadas pela narrativa. Elas acreditaram que Amanda era uma menina autista que fugia de uma rotina de abusos e decidiram acolhê-la em Magé, na Baixada Fluminense, depois em Nova Iguaçu.

Durante cerca de um mês, Amanda recebeu moradia, alimentação e apoio emocional. Ela relatava ter agulhas espalhadas pelo corpo, afirmando sofrer rituais promovidos pelo pai, a quem chamava de bruxo. Exames médicos chegaram a detectar várias agulhas.

Conforme o relato das duas mulheres, a jovem apresentava comportamento infantilizado e uma fala pouco desenvolvida, o que reforçava a farsa. Com o passar do tempo, o convívio gerou suspeitas e ameaças se fosse deixada sozinha.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou a verdadeira identidade de Amanda e a prendeu em flagrante por estelionato, falsa identidade e falsidade ideológica. Ela confessou, mas foi liberada após audiência de custódia.

Repetição do padrão em Santa Catarina

Nesta semana, a Polícia Civil de Santa Catarina confirmou que Amanda repetiu o mesmo golpe em Joinville, mantendo o nome falso Gabriele por cerca de 14 meses. Ela morou com uma família, também fingindo ser adolescente autista e adotando hábitos infantilizados.

Renata afirma sentir indignação diante do caso. Viviane reforça que continuará buscando apoio para quem precisa, mesmo diante de críticas. A defesa de Amanda pediu avaliação de sanidade mental, que já foi solicitada pela Justiça.

A Justiça catarinense manteve a prisão preventiva da suspeita e determinou a realização de um exame de sanidade mental. O laudo deverá subsidiar os próximos passos do processo.

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