- A Biblioteca Fran Paxeco, em Belém, Pará, foi fundada em 1867 e reúne cerca de 40 mil itens, com obras dos séculos XVI a XVIII.
- Entre as peças mais antigas estão o livro Phila, de 1528, e Chronographia y Repertorio de los Tiempos, de 1585.
- Destaques do acervo incluem a edição ilustrada de Dom Quixote (1723) e a edição de Os Lusíadas (1898), além da Coleção Camiliana com Amor de Perdição (1862).
- O espaço é aberto gratuitamente ao público para pesquisa e visitação, e os itens são conservados em armários de madeira com ventilação natural.
- Em 2022 houve higienização e catalogação do acervo; há planos para lançar um catálogo dedicado às obras raras.
A biblioteca Fran Paxeco, no centro de Belém, guarda raridades de 500 anos atrás. Fundada em 1867, reúne cerca de 40 mil itens entre obras dos séculos 16 a 18. O acervo fica no terceiro andar de um casarão histórico e funciona com acesso gratuito.
Entre as peças mais antigas estão o livro Phila, de 1528, em latim, anterior à criação de Belém. Também destacam-se Chronographia y Repertorio de los Tiempos, de Tornamira, de 1585, e a Coleção Camiliana dedicada a Camilo Castelo Branco.
A biblioteca abriga ainda edições de Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, e uma edição ilustrada de Dom Quixote, de 1723. Ao lado, está uma edição de Os Lusíadas, de 1898, que aproxima o público de textos-chave da língua portuguesa.
A casa funciona com um sistema de conservação que utiliza as características originais da construção. Paredes grossas, tetos altos e ventilação constante ajudam a preservar o acervo no clima da Amazônia.
Acervo e acessos
A Fran Paxeco nasceu do costume das comunidades portuguesas no Brasil, no século 19, de montar gabinetes de leitura. O espaço é hoje mantido pelo Grêmio Literário e Recreativo Português.
A principal responsável pelo atendimento é a bibliotecária Nazaré Góes, que atua há mais de 30 anos. Pesquisadores, estudantes e público em geral recebem orientação e acesso ao acervo.
A servidora Renata Tenório conheceu a biblioteca durante o projeto Circular, que abre espaços históricos ao público. Ela ressaltou a importância de ver itens como a edição de Amor de Perdição no formato original.
Morador de Belém, Alberto Ribeiro afirmou que o espaço revela um patrimônio pouco conhecido na cidade. Ele destaca que o prédio guarda lembranças da imigração portuguesa na Amazônia.
Conservação e futureias
As obras são mantidas em armários de madeira sob rigoroso controle de conservação. Em 2022, houve higienização e catalogação do acervo, preparando novas ações de preservação.
A instituição planeja lançar um catálogo dedicado às obras raras, facilitando a consulta de pesquisadores. O objetivo é ampliar a visibilidade do acervo sem abrir mão da proteção material.
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