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Carlo Ginzburg, renomado historiador italiano, morre aos 17

Carlo Ginzburg, pioneiro da micro-história, morre aos 87, deixando legado de estudos sobre vida cotidiana e cultura europeia

Carlo Ginzburg em Bolonha
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  • Carlo Ginzburg morreu aos 87 anos nesta quarta-feira, 17, segundo comunicado divulgado pela filha; a causa da morte não foi divulgada.
  • Foi pioneiro da micro-história, abordagem que analisa a vida de pessoas comuns para explicar grandes fenômenos históricos.
  • Nascido em 15 de abril de 1939, em Turim, era filho de Leone Ginzburg e Natália Ginzburg, e teve a infância marcada pela perda do pai durante a Segunda Guerra Mundial.
  • Atuou como professor em instituições como Bolonha, Harvard, Yale, Universidade da Califórnia (UCLA) e Princeton; encerrou a carreira em Pisa.
  • Sua obra mais famosa é O Queijo e os Vermes, publicada em 1976, sobre a vida de um moleiro no século XVI. As filhas Silvia e Lisa também são historiadoras.

Carlo Ginzburg, historiador italiano de reconhecimento mundial, faleceu aos 87 anos nesta quarta-feira, 17, conforme comunicado divulgado pela filha. A causa da morte não foi informada.

Nascido em Turim, em 15 de abril de 1939, ele era filho de Leone Ginzburg e da escritora Natália Ginzburg. Perdeu o pai aos cinco anos, durante a Segunda Guerra Mundial, e teve na família uma referência intelectual. Formou-se em Bolonha e Pisa, com doutorado, concluindo a formação no Institute Warburg, em Londres.

Ao longo da carreira, lecionou em instituições de destaque no exterior, como Bolonha, Harvard, Yale, UCLA e Princeton, antes de retornar a Pisa, onde atuou como professor de História das Culturas Europeias. Nos últimos anos, viveu em Bolonha e teve duas filhas, Silvia e Lisa, ambas historiadoras.

O pioneirismo

Ginzburg ficou conhecido por ampliar o campo da micro-história, metodologia que analisa grandes fenômenos por meio de relatos e eventos de menor escala. O trabalho priorizou a cultura popular e a vida de pessoas comuns, incluindo figuras anônimas e grupos marginalizados, além de temas como bruxaria.

Sua obra mais célebre é Il formaggio e i vermi, publicada em 1976. O livro retrata a vida de um moleiro no século XVI, da região de Friuli, condenado pela Inquisição, usando a lente da micro-história para entender o período.

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