- O julgamento da trama golpista envolvendo Jair Bolsonaro e outros réus avança no Supremo Tribunal Federal (STF).
- No dia dez de agosto, o ministro Luiz Fux votou a favor da validade da delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente.
- Fux destacou a complexidade do caso, mencionando que o processo contém setenta terabytes de arquivos, o que dificultou a defesa.
- O ministro defendeu a nulidade do processo desde o recebimento da denúncia pela Procuradoria-Geral da República, em março, alegando cerceamento de defesa.
- Com o voto de Fux, a Primeira Turma do STF já conta com três votos a favor da delação de Cid, que é contestada pelas defesas dos réus.
O julgamento da trama golpista envolvendo Jair Bolsonaro e outros réus avança no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta quarta-feira, 10, o ministro Luiz Fux votou a favor da validade da delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente. Fux destacou a complexidade do caso e a quantidade de provas, afirmando que o processo contém 70 terabytes de arquivos, o que, segundo ele, prejudicou o exercício da defesa.
Durante a leitura de seu voto, Fux mencionou que a defesa alegou cerceamento de defesa devido à disponibilidade tardia das provas, que ele chamou de um “tsunami de dados”. O ministro reconheceu que enfrentou dificuldades para elaborar seu voto, dada a imensidão do material. Ele defendeu a nulidade do processo desde o recebimento da denúncia pela Procuradoria-Geral da República, em março, argumentando que o direito ao contraditório não foi garantido.
Validade da Delação de Mauro Cid
Fux também analisou a delação de Mauro Cid, afirmando que a colaboração seguiu os parâmetros legais e deve ser mantida. O ministro ressaltou que Cid prestou suas declarações na presença de advogados e que os questionamentos feitos pelas autoridades estavam dentro da normalidade. “O colaborador acabou se autoincriminando”, observou Fux, que votou pelo acolhimento do acordo de delação e dos benefícios propostos pela Procuradoria-Geral da República.
Com o voto de Fux, a Primeira Turma do STF já conta com três votos a favor da validade da delação de Cid, que é contestada pelas defesas de Bolsonaro e outros réus. As defesas alegam que a colaboração foi obtida sob pressão e não reflete a verdade. A continuidade do julgamento e a análise das preliminares seguem em pauta, com a delação de Cid se mostrando um elemento central nas investigações sobre a suposta trama golpista.
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