- Até seis mil e quinhentos pessoas podem ser deslocadas na RD Congo pelo Lobito Corridor, segundo a Global Witness.
- Até mil e duzentos prédios podem ser demolidos entre Kolwezi e a fronteira angolana, segundo a ONG.
- Há disputa sobre a largura da buffer zone: dez metros ou vinte e cinco metros.
- Financiamento externo inclui US DFC de aproximadamente $553 milhões para o porto de Lobito e ferrovia; EU aportou €50 milhões para melhorar infraestrutura ferroviária na Zâmbia.
- A União Europeia afirma que avalia impactos ambientais e sociais por meio de estudos de viabilidade e avaliação independente, e que não está envolvida nas obras da SNCC ou da Lobito Atlantic Railway no momento.
O Lobito Corridor avança com a reabilitação da linha ferroviária Benguela, conectando a RDC ao Lobito, em Angola, com ligação a Zâmbia. O projeto envolve melhorias portuárias, energia solar e apoio à agricultura, financiado por parceiros ocidentais. A concessão de operação ficou com o Lobito Atlantic Railway em 2023.
A Global Witness alerta para riscos de deslocamento de até 6.500 pessoas na RDC, entre Kolwezi e a fronteira com Angola, por obras no corredor. Estima-se que até 1.200 edifícios possam ser demolidos para a implementação da intervenção. A área afetada inclui o bairro Bel Air, em Kolwezi.
Resumo dos fatos envolve o financiamento: US DFC destinou cerca de 553 milhões de dólares ao porto de Lobito e à linha; a UE contribuiu com 50 milhões de euros para melhorias na infraestrutura ferroviária em Zâmbia. A UE afirma avaliação ambiental e social em andamento e não participação direta nas obras da SNCC ou LAR.
Deslocamento e buffer zone
Global Witness aponta divergência sobre a largura da zona de buffer não permitida para construção: 10 metros segundo a LAR, ou 25 metros segundo autoridades congolesas e sindicalistas da SNCC. A agência de financiamento externa reitera que impactos serão avaliados por estudos de viabilidade e por uma avaliação independente.
As autoridades congolesas e moradores locais sinalizam preocupações com demolições e reassentamentos sem garantias de compensação. Representantes da comunidade afirmam que ocupações existem há décadas e que alguns moradores foram investidores informais.
Papel dos envolvidos
Lobito Atlantic Railway é o consórcio que opera a via após a concessão de 30 anos, com participação de Mota-Engil, Trafigura e Vecturis. SNCC continua responsável pela manutenção e operação dentro da RDC, conforme informações relacionadas ao projeto.
Fontes oficiais destacam que a linha, quase desativada desde os anos 1980, começa a receber investimentos para facilitar exportação de minerais críticos de tecnologias verdes. Não há confirmação de etapas finais ou prazos definitivos.
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