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China reforça padrões de qualidade do ar pela primeira vez em 14 anos

China reforça padrões de qualidade do ar pela primeira vez em 14 anos, reduzindo PM2,5 de 35 para 25 μg/m³, com transição até 2030 e vigência total em 2031

A China reduziu o limite de concentração média anual de partículas finas de 35 microgramas por metro cúbico para 25 microgramas por metro cúbico
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  • A China reforça padrões de qualidade do ar pela primeira vez em 14 anos, reduzindo o limite de PM2,5 de 35 µg/m³ para 25 µg/m³, com vigência oficial a partir de 1º de março e um período de transição até 2030 (30 µg/m³) e implementação total em 1º de janeiro de 2031.
  • Os novos parâmetros substituem as regras estabelecidas em 2012, quando o limite era de 35 µg/m³; desde então, a concentração média nacional caiu de 68 µg/m³ em 2013 para 28 µg/m³ em 2025, e em Pequim de 89,5 para 27 µg/m³.
  • As regras ampliam a proteção, incluindo parques nacionais na Classe 1, com limite mais rigoroso de 10 µg/m³, enquanto a maioria das áreas residenciais e industriais permanece na Classe 2.
  • O governo afirma que a mudança busca manter o ritmo de melhoria sem prejudicar a economia, com políticas fiscais, financeiras e tecnológicas para apoiar a transição; especialistas divergem sobre impactos econômicos e à saúde.
  • Em 2024, quase 75% das 339 principais cidades já atendiam aos padrões antigos, o que motivou a discussão sobre endurecimento das normas; há críticas de que, mesmo com 25 µg/m³, a proteção à saúde ainda pode não ser suficiente segundo diretrizes internacionais.

A China reforça pela primeira vez em 14 anos seus padrões nacionais de qualidade do ar, elevando o nível de exigência para o controle da poluição. As novas regras reduzem a concentração média anual de PM2,5 de 35 para 25 microgramas por metro cúbico e entram em vigor em 1º de março, substituindo o padrão vigente desde 2012. O objetivo é manter o ritmo de melhoria ambiental iniciado na última década.

A revisão ocorre após uma campanha de redução da névoa tóxica que trouxe quedas expressivas na poluição nas principais cidades. As medições mostram uma trajetória de melhoria desde 2013, quando a China registrava médias em torno de 68 µg/m³, caindo para aproximadamente 28 µg/m³ em 2025. Em Pequim, o recuo foi de 89,5 para 27 µg/m³ ao longo do período.

Padrões e implementação

O Ministério da Ecologia e Meio Ambiente descreveu a mudança como um avanço gradual, com foco em metas que governos locais podem cumprir, assegurando recursos tecnológicos e financeiros adequados. O novo marco mantém a ambição final de 25 µg/m³, porém estabelece um período de transição que inclui um teto temporário de 30 µg/m³ entre 2026 e 2030, antes de valer o padrão de 25 µg/m³ a partir de 2031.

Parques nacionais passam a figurar explicitamente como áreas de maior proteção, integrando a Classe 1 com limite mais restrito de 10 µg/m³ para PM2,5, enquanto áreas residenciais e industriais permanecem na Classe 2. A mudança foi recebida com opiniões divididas entre especialistas, alguns pedindo aceleração adicional por questões de saúde pública, enquanto outros ressaltam a necessidade de respeitar a viabilidade econômica.

Perspectivas e críticas

Analistas destacam que o ajuste é compatível com um esforço gradual de governança, evitando impactos econômicos abruptos. Avaliações apontam que a diferença entre o padrão internacional de referência e o novo limiar brasileiro não se aplica, pois cada país adota seu ritmo de implementação. Pesquisadores observam que a revisão sinaliza uma política de não retrocesso e pode incentivar transformações industriais.

Autoridades ressaltam que a coordenação entre políticas fiscais, financeiras e tecnológicas será essencial para sustentar a melhoria da qualidade do ar. Especialistas apontam que, embora o objetivo seja ambicioso, o cronograma busca equilibrar proteção à saúde com capacidade de implementação.

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