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Investimentos chineses em energia nuclear atingem recorde em 2025

Investimento de 161 bilhões de yuans (US$ 23,6 bilhões) em 2025 eleva a China e mira ultrapassar os EUA como maior produtora até 2030

Números do relatório sobre desenvolvimento da energia nuclear na China foram divulgados na 6ª feira (17.abr.2026); na imagem, usina nuclear na província de Fujian
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  • Investimento em construção de usinas nucleares atingiu 161 bilhões de yuans (US$ 23,6 bilhões) em 2025, alta de 10% ante 2024.
  • Até o final de 2025, China tinha 59 unidades em operação comercial (capacidade de 62,5 milhões de quilowatts) e 35 em construção (41,9 milhões de quilowatts).
  • País mira ultrapassar os Estados Unidos como maior produtora de energia nuclear até 2030, reforçado por aprovações aceleradas desde 2022 para novas usinas.
  • Exportação de tecnologia nuclear em expansão: China já exportou sete unidades e avançou cooperações com Paquistão, Rússia, Cazaquistão e países africanos; participou da Declaração Tripla Nuclear na Cúpula de Energia Nuclear em Paris.
  • Energia nuclear representa quase cinquenta por cento das transações de eletricidade na China, com recomendações de políticas para sustentabilidade, e aprovação da primeira lei de energia atômica em setembro.

O investimento da China na construção de usinas nucleares atingiu 161 bilhões de yuans em 2025, equivalente a US$ 23,6 bilhões. O valor representa um crescimento de 10% frente a 2024, segundo relatório apresentado na sexta-feira, 17 de abril de 2026.

O levantamento integra um fórum da Associação Chinesa de Energia Nuclear. A análise mostra avanço constante nos últimos anos, com 59 unidades em operação até o fim de 2025, somando 62,5 milhões de quilowatts, e 35 unidades em construção, com 41,9 milhões de quilowatts de capacidade.

Aceleração governamental e metas futuras

O governo chinês ampliou aprovações de novos reatores desde 2022, aprovando 10 ou mais unidades por quatro anos consecutivos. O relatório aponta que a China pode superar os EUA na capacidade nuclear operacional antes de 2030, tornando-se a maior do mundo.

Expansão da participação no mercado interno

A energia nuclear já responde por quase metade das transações de eletricidade no mercado doméstico, em comparação com cerca de 30% em 2020. A despeito do crescimento, o documento recomenda políticas adicionais para sustentabilidade, como mecanismos de garantia de preços e redução de custos pela inovação.

Expansão internacional e cooperação

A China tem ampliado exportações de tecnologia, com o reator Hualong One adotado pelo Paquistão. Até agora, 7 unidades nucleares foram exportadas. Países como Rússia, Cazaquistão e várias nações africanas passam a colaborar em áreas como energia nuclear, urânio e elementos combustíveis.

Quadro regulatório e desenvolvimento sustentável

Em setembro, a China aprovou a primeira lei de energia atômica, criando bases legais para o crescimento de longo prazo. O relatório destaca a importância de uma cadeia de suprimentos de urânio nacional e de maior cooperação internacional em recursos e tecnologia.

Perspectivas e responsabilidade setorial

O estudo aponta que o desenvolvimento nuclear deverá ganhar impulso nos próximos cinco anos. O objetivo é sustentar o crescimento com inovação, segurança energética e avanços regulatórios alinhados a metas climáticas nacionais.

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