- Os Estados Unidos avaliam impor tarifa de aproximadamente trinta por cento sobre produtos brasileiros, com isenção para itens que causam inflação nos EUA, como café, carne e suco de laranja.
- O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) tem até julho para concluir investigações sobre práticas comerciais do Brasil, mas o resultado pode sair antes.
- Além das tarifas, as acusações envolvem pix, proteção de propriedade intelectual, pirataria e lentidão no sistema de patentes.
- O USTR também cita crimes ambientais, afirmando que metade da madeira exportada pelo Brasil, e noventa por cento da madeira da Amazônia, seriam ilegais, conforme postagem na rede X no Dia da Terra.
- As medidas devem se concentrar em tarifas; o etanol aparece como alvo com tarifa de dezoito por cento, e o Nordeste tem reserva de mercado. As ações ocorrem sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, em referência ao episódio conhecido como Dia da Libertação.
Os Estados Unidos avaliam impor tarifas de cerca de 30% sobre produtos brasileiros, segundo uma fonte que acompanha as negociações em Washington. A ideia é manter isenções para itens que contribuem para a inflação americana, como café, carne e suco de laranja.
O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) tem até julho para concluir as investigações sobre o que considera práticas comerciais injustas pelo Brasil. O andamento é avançado, o que pode antecipar o resultado.
Além das tarifas, as acusações envolvem o pix, alegando violação de competição por favorecimento de sistemas de transferências. Outras queixas citam falhas de proteção à propriedade intelectual e lentidão de patentes.
Fatores adicionais e contexto
A gestões críticas incluem denúncias sobre pirataria de produtos e impactos ambientais, usados como justificativa para medidas. O USTR afirmou que metade da madeira exportada pelo Brasil é ilegal, com 90% vindo da Amazônia, segundo a postagem temática de Dia da Terra.
Apesar das acusações, as medidas devem se concentrar em tarifas comerciais. Não se espera, segundo a fonte, que haja sanções do Tesouro vinculadas a este conjunto de ações.
Detalhes setoriais
O etanol é citado como item de interesse, com tarifa de 18% para importação nos EUA. O Nordeste brasileiro tem reserva de mercado que influencia a dinâmica de exportação para a região.
As ações ocorrem sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Em tarifa anterior, anunciada em 2 de abril de 2025, Trump relacionou as medidas à Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, tema questionado pela Suprema Corte.
A Seção 232, usada para tarifas de 25% sobre aço e 50% sobre alumínio, continua vigente, com flexibilizações pontuais para alguns produtos.
Entre na conversa da comunidade