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Palestra destaca coleção de cordéis da Sorbonne Nouvelle

Palestra no IEB da USP apresenta acervo com mais de 1.100 cordéis da Sorbonne Nouvelle, destacando heterogeneidade e potencial de pesquisa

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  • A coleção de cordéis da Universidade Sorbonne Nouvelle reúne mais de 1.100 folhetos, resultado de doações de alunos brasileiros a partir dos anos 1970 e da coleção pessoal do pesquisador Raymond Cantel (1914-1986).
  • Em 2019, durante a mudança de prédio em Paris, duas caixas com cordéis foram encontradas pela bibliotecária Carolina Torrejon, dando início a um projeto de catalogação.
  • Solenne Derigond lançou um estudo sobre o acervo, que será apresentado em palestra no Instituto de Estudos Brasileiros da USP.
  • A apresentação destaca a diversidade da coleção, que vai dos grandes clássicos aos títulos de autores anônimos, servindo como iniciação à literatura de cordel.
  • A palestra ocorre nesta quinta-feira, 18, das 17h às 19h, e envolve a contribuição de Carolina Torrejon e da doutoranda Laura Wulff na parte de descrições e catalogação.

Em uma palestra realizada no Instituto de Estudos Brasileiros da USP, a pesquisadora Solenne Derigond apresentará a trajetória da Coleção Lusófona da Universidade Sorbonne Nouvelle, com foco em um acervo de mais de 1.100 folhetos de cordel. A apresentação ocorre nesta quinta-feira, 18, das 17h às 19h, no IEB.

A coleção é fruto de descobertas feitas em 2019, durante a mudança de prédio da Sorbonne Nouvelle. Duas caixas com cordéis foram encontradas pela bibliotecária Carolina Torrejon, responsável pela Coleção Lusófona, que então acionou Derigond para investigar as origens dos folhetos. A partir daí, iniciou-se um projeto de catalogação.

A pesquisadora explica que o conjunto é heterogêneo, abrangendo desde grandes clássicos até itens de autores anônimos. A maioria das doações veio de estudantes brasileiros que passaram pela Sorbonne a partir dos anos 1970. Entre as peças, há repetições de clássicos do cordel, além de obras de Leandro Gomes de Barros.

Elementos-chave da coleção

Segundo Derigond, o principal nome ligado ao acervo é o pesquisador Raymond Cantel, que atuou na Sorbonne Nouvelle e também na Universidade de Poitiers. Cantel contribuiu com a formação do conjunto, incluindo itens adquiridos em visitas ao Brasil. O acervo também recebe grande aporte da professora Raimunda de Brito Batista, da Universidade Estadual de Londrina, com doação de grande parte dos folhetos.

Derigond ressalta que Cantel manteve uma extensa coleção pessoal de cordéis, integrada ao acervo da Europa após doação. A pesquisadora também descreve as especificidades que serão apresentadas na palestra, enquanto a parte de biblioteconomia ficou a cargo de Carolina Torrejon e da doutoranda Laura Wulff.

Preservar e tornar acessível essa coleção reforça a memória da Sorbonne Nouvelle e do Departamento de Estudos Ibéricos e Latino-Americanos. A pesquisadora destaca que o acervo estimula o estudo da literatura de cordel na França, país com tradição de pesquisas sobre o tema após o Brasil.

O professor Paulo Iumatti, organizador da atividade, enfatiza a importância acadêmica de acervos como este. Em entrevistas, ele aponta que a literatura de cordel tem relação histórica com manifestações europeias de publicação e que o acervo facilita parcerias entre instituições para estudos e mediação cultural.

Solenne Derigond desenvolveu a pesquisa a partir de sua experiência no Brasil, entre 2010 e 2013, no Instituto Brincante, em São Paulo. Sua formação inclui mestrado e doutorado com foco na presença da cordelista francesa no país, em cooperação com a USP e a Universidade Rennes 2.

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