- A Polícia Federal recebeu autorização do Supremo Tribunal Federal para acessar dados do ex-presidente Jair Bolsonaro e do deputado Eduardo Bolsonaro.
- A decisão inclui a análise de e-mails, arquivos digitais e informações em nuvem.
- A operação resultou na apreensão do celular de Bolsonaro e na imposição de uma tornozeleira eletrônica, devido ao risco de fuga.
- Foram encontrados US$ 14 mil e R$ 8 mil na residência do ex-presidente, além de uma petição contra o ministro Alexandre de Moraes.
- A defesa de Bolsonaro expressou surpresa com a operação, enquanto Eduardo Bolsonaro criticou a decisão de Moraes.
A Polícia Federal (PF) recebeu autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para acessar dados do ex-presidente Jair Bolsonaro e do deputado Eduardo Bolsonaro. A decisão, proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, inclui a análise de e-mails, arquivos digitais e informações armazenadas em nuvem. A medida visa reunir provas em um inquérito que investiga tentativas de abalar o Estado Democrático de Direito e intimidar ministros do STF.
A operação resultou na apreensão do celular de Bolsonaro e na aplicação de uma tornozeleira eletrônica, devido ao risco de fuga. Além disso, foram encontrados US$ 14 mil e R$ 8 mil na residência do ex-presidente, assim como uma petição inicial contra Moraes relacionada à plataforma de vídeos Rumble. O ex-presidente é réu em um processo penal por tentativa de golpe de estado.
Moraes destacou que a aplicação da tornozeleira eletrônica é uma medida “urgente e indeclinável” para evitar a fuga do réu. A decisão também permite a análise de mídias físicas, como discos rígidos e DVDs, que podem conter informações relevantes para as investigações. A defesa de Bolsonaro manifestou surpresa e indignação com a operação, enquanto Eduardo Bolsonaro criticou a decisão de Moraes, afirmando que o ministro “dobrou a aposta”.
A situação continua a gerar repercussões e debates sobre a atuação do ex-presidente e as medidas judiciais em curso. A PF agora tem acesso a uma ampla gama de dados que podem ser cruciais para o andamento do inquérito.
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