- Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado, sinaliza interesse em se candidatar ao governo de Minas Gerais.
- O ex-senador começou a participar de eventos com o presidente Lula e a se engajar nas redes sociais.
- A pressão pela candidatura vem de Lula e do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
- Pacheco criticou os ataques golpistas de janeiro de 2023 e reafirmou apoio à democracia em evento em Montes Claros.
- A movimentação de Pacheco pode impactar a escolha de candidatos ao Senado pelo grupo de Lula em Minas Gerais.
O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) sinaliza uma possível candidatura ao governo de Minas Gerais, alinhando-se ao presidente Lula (PT), que busca fortalecer sua campanha para a reeleição em 2026. Após meses de rejeição à ideia, Pacheco começou a participar de eventos ao lado de Lula e a interagir mais ativamente nas redes sociais, o que gerou expectativa entre os aliados do petista.
A pressão pela candidatura de Pacheco vem tanto de Lula quanto do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O ex-senador, que deixará o cargo em 2026, havia demonstrado resistência à candidatura, o que preocupava os apoiadores de Lula, que precisam de um candidato forte em Minas, o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, com mais de 16 milhões de eleitores.
Movimentos Estratégicos
Recentemente, Pacheco tem se posicionado em eventos e discursos que o aproximam do eleitorado petista. Em um ato em Montes Claros, ele criticou os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023 e defendeu a democracia, além de afirmar que estará ao lado de Lula na próxima eleição. Essa mudança de postura é vista como um movimento estratégico para avaliar o cenário político antes das eleições.
Além disso, Alcolumbre tem demonstrado entusiasmo pela candidatura de Pacheco, o que pode facilitar a articulação política em Minas. O apoio do União Brasil é considerado crucial, embora o partido tenha laços com o atual governador Romeu Zema (Novo), adversário de Lula.
Cenário Político em Minas
Com a possibilidade de Pacheco na corrida, o grupo político de Lula começa a considerar outras candidaturas ao Senado. Nomes como a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), estão sendo discutidos. A estratégia de Lula pode incluir uma chapa sem petistas, caso isso garanta um apoio mais robusto em Minas.
A movimentação de Pacheco e as articulações em torno de sua candidatura refletem a complexidade do xadrez político em Minas Gerais, onde alianças e estratégias serão fundamentais para o sucesso nas eleições de 2026.
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