- Representantes da Associação dos Familiares das Vítimas do Voo 2283 da Voepass se reunirão com o delegado-chefe da Polícia Federal em Campinas, Edson Geraldo de Souza, na próxima semana.
- O encontro discutirá declarações de uma nova testemunha sobre uma omissão no diário de bordo da aeronave, que pode ter contribuído para o acidente em Vinhedo (SP).
- A testemunha afirmou que uma falha no sistema de degelo foi reportada verbalmente pelo piloto, mas não registrada formalmente.
- A vice-presidente da associação, Adriana Ibba, acredita que a tragédia poderia ter sido evitada e critica a fiscalização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
- A Anac anunciou a cassação do Certificado de Operador Aéreo da Passaredo Transportes Aéreos devido a falhas graves no sistema de manutenção da companhia.
Representantes da Associação dos Familiares das Vítimas do Voo 2283 da Voepass se reunirão na próxima semana com o delegado-chefe da Polícia Federal em Campinas, Edson Geraldo de Souza. O encontro visa discutir declarações de uma nova testemunha sobre uma omissão no diário de bordo, que pode ter contribuído para o acidente que resultou na morte de 62 pessoas em Vinhedo (SP).
A testemunha revelou que a falha no sistema de degelo da aeronave foi reportada verbalmente pelo piloto, mas não foi registrada formalmente. Adriana Ibba, vice-presidente da associação e mãe de uma das vítimas, acredita que essas informações podem indicar que a tragédia poderia ter sido evitada. Ela ressalta que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deveria ter fiscalizado a empresa adequadamente.
O advogado Luciano Katarinhuk, que representa as famílias, participará da reunião para avaliar possíveis ações judiciais. Ele mencionou que a omissão pode transformar a responsabilidade de culposa para dolosa, caso se prove que houve consciência do risco.
No próximo sábado, dia 9 de agosto, familiares das vítimas farão um ato em homenagem aos mortos, que incluirá um culto ecumênico e o plantio de árvores. A Anac também anunciou a cassação do Certificado de Operador Aéreo da Passaredo Transportes Aéreos, após identificar falhas graves no sistema de manutenção da companhia. A decisão foi tomada após a análise das operações da empresa, que continuou a operar voos sem a manutenção adequada após o acidente.
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