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Instituto Butantan altera projeto de expansão e reduz impacto ambiental

Butantan reduz desmatamento em expansão e promete plantar novas árvores; projeto ainda enfrenta resistência da comunidade e investigação do Ministério Público

Instituto Butantan (Foto: Instituto Butantan)
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  • O Instituto Butantan anunciou a redução do corte de árvores de 6,6 mil para 1,7 mil em seu projeto de expansão.
  • A mudança foi apresentada em audiência pública na Câmara Municipal de São Paulo.
  • O instituto se comprometeu a plantar 9 mil novas árvores e a realizar um novo estudo de impacto ambiental.
  • A expansão, que visa aumentar a produção de vacinas, gerou críticas sobre desmatamento e saúde pública.
  • O projeto de lei que altera o Plano de Intervenção Urbana Arco Pinheiros já foi aprovado em primeira votação e uma nova audiência pública será realizada antes da segunda votação.

O Instituto Butantan anunciou, nesta terça-feira, 6, uma revisão significativa em seu projeto de expansão, reduzindo o número de árvores a serem cortadas de 6,6 mil para 1,7 mil. A mudança foi apresentada durante uma audiência pública na Câmara Municipal de São Paulo, onde a instituição também se comprometeu a plantar 9 mil novas árvores e a realizar um novo estudo de impacto ambiental.

A expansão do complexo fabril do Butantan, que visa aumentar a produção de vacinas, como as de HPV e dTpa, gerou preocupações entre moradores e movimentos sociais. O desmatamento e o impacto na saúde pública foram os principais pontos de crítica. Em resposta, o instituto restringiu a expansão a áreas já urbanizadas, principalmente no entorno do complexo e da Avenida da Universidade, evitando novas construções em áreas com maior vegetação.

O projeto de lei que altera o Plano de Intervenção Urbana (PIU) Arco Pinheiros, enviado pela gestão Ricardo Nunes (MDB), já foi aprovado em primeira votação. A proposta aumenta o limite de altura das novas construções de 28 m para 48 m. Antes da segunda votação, uma nova audiência pública será realizada nas próximas semanas.

Esper Kallás, diretor do Butantan, destacou que a revisão do plano foi uma resposta às preocupações da comunidade. Ele afirmou que a verticalização das construções minimiza o impacto ambiental, pois requer menos área horizontal. Apesar das mudanças, moradores expressaram insatisfação com o desmatamento, mesmo que reduzido, e pediram alternativas para a expansão em áreas menos sensíveis.

O plano de expansão, que conta com um investimento de R$ 1,2 bilhão por meio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e BNDES, está sob investigação da 5ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente do Ministério Público de São Paulo. O movimento SOS Instituto Butantan, que reúne cerca de 6 mil apoiadores, continua a pressionar por mais transparência e alternativas que não envolvam o corte de árvores.

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