- A oposição no Congresso Nacional protestou contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, causando tumulto na Comissão de Direitos Humanos.
- O deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP) ocupou a Mesa Diretora durante a sessão, defendendo a “paridade de armas” no debate político.
- Bilynskyj gerou reações entre os governistas, com o deputado Tadeu Veneri (PT-PR) questionando sua presença.
- O presidente da comissão, Reimont (PT-RJ), optou por não chamar a Polícia Legislativa para retirar Bilynskyj, considerando a situação constrangedora.
- A sessão abordou requerimentos para audiências públicas e projetos de lei relacionados a racismo e desapropriações.
BRASÍLIA – A oposição no Congresso Nacional intensificou os protestos contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, gerando tumulto na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. O deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP) ocupou a Mesa Diretora durante uma sessão, alegando que sua ação era uma defesa da “paridade de armas” no debate político.
O ato de Bilynskyj provocou reações acaloradas entre os governistas. O deputado Tadeu Veneri (PT-PR) questionou a legitimidade da presença de Bilynskyj na Mesa, enquanto o parlamentar do PL insistiu em sua permanência, afirmando ter sido ofendido por membros da comissão. O presidente da comissão, Reimont (PT-RJ), decidiu não acionar a Polícia Legislativa para retirar Bilynskyj, considerando que isso seria mais constrangedor para os agentes do que para o próprio deputado.
Conflitos e Tensão
O clima de tensão se intensificou quando Reimont se referiu aos opositores como “extrema direita”, o que gerou descontentamento entre os parlamentares do PL. Bilynskyj permaneceu na Mesa por cerca de 20 minutos, defendendo sua posição e alegando ofensas recebidas. O presidente da comissão, em tom provocativo, mencionou que traria “esparadrapos” para a próxima sessão, aludindo a um protesto anterior realizado por bolsonaristas.
A pauta da Comissão de Direitos Humanos incluía requerimentos para audiências públicas e a análise de dois projetos de lei. O primeiro visa dificultar a proposta de acordo de não persecução penal em casos de racismo, enquanto o segundo busca restringir desapropriações que afetem comunidades tradicionais ou de baixa renda. A sessão, marcada por conflitos, reflete a polarização política atual e a mobilização da oposição em defesa de Bolsonaro.
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