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Oposição dificulta trabalho da Comissão da Câmara com bolsonarista na mesa

Oposição intensifica protestos no Congresso após prisão de Jair Bolsonaro, gerando conflito na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados

Deputado Paulo Bilynskyj foi à Mesa da Comissão de Direitos Humanos da Câmara protestar contra ofensas - depois, ocupou uma cadeira para fazer 'paridade de armas'. (Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados via YouTube)
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  • A oposição no Congresso Nacional protestou contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, causando tumulto na Comissão de Direitos Humanos.
  • O deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP) ocupou a Mesa Diretora durante a sessão, defendendo a “paridade de armas” no debate político.
  • Bilynskyj gerou reações entre os governistas, com o deputado Tadeu Veneri (PT-PR) questionando sua presença.
  • O presidente da comissão, Reimont (PT-RJ), optou por não chamar a Polícia Legislativa para retirar Bilynskyj, considerando a situação constrangedora.
  • A sessão abordou requerimentos para audiências públicas e projetos de lei relacionados a racismo e desapropriações.

BRASÍLIA – A oposição no Congresso Nacional intensificou os protestos contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, gerando tumulto na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. O deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP) ocupou a Mesa Diretora durante uma sessão, alegando que sua ação era uma defesa da “paridade de armas” no debate político.

O ato de Bilynskyj provocou reações acaloradas entre os governistas. O deputado Tadeu Veneri (PT-PR) questionou a legitimidade da presença de Bilynskyj na Mesa, enquanto o parlamentar do PL insistiu em sua permanência, afirmando ter sido ofendido por membros da comissão. O presidente da comissão, Reimont (PT-RJ), decidiu não acionar a Polícia Legislativa para retirar Bilynskyj, considerando que isso seria mais constrangedor para os agentes do que para o próprio deputado.

Conflitos e Tensão

O clima de tensão se intensificou quando Reimont se referiu aos opositores como “extrema direita”, o que gerou descontentamento entre os parlamentares do PL. Bilynskyj permaneceu na Mesa por cerca de 20 minutos, defendendo sua posição e alegando ofensas recebidas. O presidente da comissão, em tom provocativo, mencionou que traria “esparadrapos” para a próxima sessão, aludindo a um protesto anterior realizado por bolsonaristas.

A pauta da Comissão de Direitos Humanos incluía requerimentos para audiências públicas e a análise de dois projetos de lei. O primeiro visa dificultar a proposta de acordo de não persecução penal em casos de racismo, enquanto o segundo busca restringir desapropriações que afetem comunidades tradicionais ou de baixa renda. A sessão, marcada por conflitos, reflete a polarização política atual e a mobilização da oposição em defesa de Bolsonaro.

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