- Kathleen Folbigg, condenada por matar seus quatro filhos, recebeu uma oferta de A$2 milhões em compensação do governo de Nova Gales do Sul.
- Após 20 anos de prisão, ela foi libertada em 2023, quando uma revisão judicial levantou dúvidas sobre sua culpa.
- A equipe legal de Folbigg considera a proposta “inadequada” e espera valores entre A$10 milhões e A$20 milhões.
- A advogada Rhanee Rego afirmou que o montante oferecido é uma “afronta moral”.
- O Procurador-Geral de Nova Gales do Sul, Michael Daley, disse que a decisão foi baseada em uma análise detalhada, mas não divulgou os detalhes.
Kathleen Folbigg, que passou 20 anos presa por supostamente matar seus quatro filhos, recebeu uma oferta de A$2 milhões em compensação do governo de Nova Gales do Sul. Considerada “a pior mãe da Austrália”, ela foi libertada em 2023 após uma revisão judicial que levantou dúvidas sobre sua culpa.
A equipe legal de Folbigg considerou a proposta “inadequada”, esperando valores entre A$10 milhões e A$20 milhões. A advogada Rhanee Rego afirmou que o montante oferecido é um “afronta moral” e “eticamente indefensável”. Ela ressaltou que Folbigg sofreu injustamente por duas décadas, comparando sua situação à de Lindy Chamberlain, que recebeu A$1,7 milhão após ser exonerada em 1994, após três anos de prisão.
O Procurador-Geral de Nova Gales do Sul, Michael Daley, declarou que a decisão foi baseada em uma análise “minuciosa e extensa” do pedido de compensação. Ele acrescentou que, a pedido de Folbigg, os detalhes da decisão não serão discutidos publicamente. Especialistas em direito preveem que a compensação poderia ser uma das mais altas da história da Austrália, com alguns sugerindo que o valor poderia chegar a A$20 milhões.
A situação de Folbigg levanta questões sobre a justiça e a compensação para aqueles que foram vítimas de erros judiciais, destacando a necessidade de uma revisão mais cuidadosa dos casos de condenação.
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