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Aliados de Bolsonaro buscam acabar com foro privilegiado após defesa em 2017

Parlamentares bolsonaristas tentam aprovar PEC que extingue foro privilegiado para facilitar julgamento de processos contra Jair Bolsonaro

Foto: Reprodução
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  • Parlamentares bolsonaristas estão pressionando para pautar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue o foro privilegiado na Câmara dos Deputados.
  • O foro privilegiado permite que autoridades, como presidentes e parlamentares, sejam julgados por tribunais superiores, como o Supremo Tribunal Federal (STF).
  • A proposta surge em um contexto de negociações políticas para beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta vários processos judiciais.
  • Atualmente, existem 45 inquéritos e seis ações penais contra parlamentares e ex-parlamentares no STF.
  • A votação da PEC pode ocorrer na próxima semana, mas ainda não está oficialmente na pauta.

Parlamentares bolsonaristas estão pressionando para que uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue o foro privilegiado seja pautada na Câmara dos Deputados. O movimento ocorre em meio a negociações políticas que visam beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta diversos processos judiciais.

O foro privilegiado, que permite que autoridades como presidentes e parlamentares sejam julgados por tribunais superiores, é um tema controverso no Brasil. Em um vídeo que circulou nas redes sociais, Bolsonaro, em 2017, criticou o mecanismo, afirmando que o fim do foro resultaria em um longo caminho até a prisão para parlamentares. Ele argumentou que essa situação poderia levar décadas até uma decisão final sobre os processos.

Atualmente, há 45 inquéritos e seis ações penais contra parlamentares e ex-parlamentares no Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta de acabar com o foro privilegiado surge em um contexto em que aliados de Bolsonaro buscam alternativas para evitar que seus processos sejam julgados pelo STF, especialmente após a prisão domiciliar do ex-presidente.

Pressão Política

Os parlamentares bolsonaristas, que ocuparam as Mesas Diretoras da Câmara e do Senado, estão negociando a pauta da PEC em troca de apoio em outras votações, como a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. O presidente da Câmara, Hugo Motta, é pressionado a pautar a proposta, embora tenha negado que haja acordos formais nesse sentido.

Além da PEC que extingue o foro privilegiado, os aliados de Bolsonaro também discutem outras propostas, como a PEC da Blindagem, que dificultaria a prisão de deputados e senadores. A oposição, por sua vez, defende o fim do foro para crimes cometidos por ex-presidentes, o que afetaria diretamente Bolsonaro.

A votação da PEC pode ocorrer na próxima semana, mas ainda não está oficialmente na pauta. As articulações políticas em torno do tema refletem a tensão entre os diferentes grupos no Congresso e a busca por estratégias que possam influenciar o futuro político de Bolsonaro.

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