- Apenas 1% dos conselheiros das empresas listadas no Novo Mercado da Bolsa são pretos, enquanto 87,5% são brancos.
- A pesquisa do escritório Moreira Menezes, Martins Advogados, analisou 562 conselheiros e constatou que apenas 19,9% são mulheres.
- A representatividade de pessoas amarelas, pardas e indígenas é ainda menor.
- A pressão por maior inclusão nos conselhos aumentou, especialmente entre acionistas minoritários.
- O uso do voto múltiplo nas assembleias cresceu de 38% em 2023 para quase 82% em 2024, mas sua aplicação efetiva é baixa, ocorrendo em menos de 9% das assembleias.
Nos conselhos de administração das empresas listadas no Novo Mercado da Bolsa, apenas 1% dos conselheiros são pretos, enquanto 87,5% são brancos. Esses dados, provenientes de um estudo do escritório Moreira Menezes, Martins Advogados, revelam uma preocupante falta de diversidade. Entre os 562 conselheiros analisados, apenas 19,9% são mulheres, e a representatividade de pessoas amarelas, pardas e indígenas é ainda mais baixa.
A pesquisa também destaca um aumento na pressão por maior inclusão nos conselhos, especialmente por parte dos acionistas minoritários. O uso do voto múltiplo, que poderia facilitar a eleição de conselheiros por esses acionistas, cresceu de 38% em 2023 para quase 82% em 2024 nas assembleias. No entanto, a efetividade dessa ferramenta é limitada, já que muitos minoritários não possuem a quantidade mínima de ações necessárias para solicitar sua adoção, resultando em sua aplicação em menos de 9% das assembleias.
Esses dados evidenciam a necessidade urgente de políticas que promovam a diversidade e a inclusão nas esferas de decisão das empresas, refletindo uma sociedade mais equitativa. A falta de representatividade não apenas compromete a governança corporativa, mas também limita a capacidade das empresas de atender a um mercado cada vez mais diversificado.
Entre na conversa da comunidade