- Um alto funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que o plano de Israel para controlar a Cidade de Gaza pode causar uma nova calamidade.
- A declaração foi feita em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, onde a proposta israelense recebeu críticas.
- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, defendeu que a estratégia é a melhor forma de encerrar rapidamente a guerra, afirmando que não se trata de ocupar Gaza.
- O governo brasileiro e cerca de 20 países, incluindo Egito, Arábia Saudita e Turquia, criticaram a proposta, considerando-a uma violação do direito internacional e pedindo um cessar-fogo.
- Desde o início do conflito em 7 de outubro de 2023, o ataque do Hamas resultou na morte de 1.219 israelenses, enquanto a retaliação israelense causou 61.369 mortes em Gaza, a maioria civis.
Um alto funcionário da ONU alertou que o plano de Israel para controlar a Cidade de Gaza pode resultar em uma nova calamidade. A declaração foi feita durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, onde a proposta israelense foi amplamente criticada. Miroslav Jenca, secretário-geral adjunto da ONU, afirmou que a implementação do plano pode provocar mais deslocamentos forçados e mortes, exacerbando a já grave crise humanitária na região.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, defendeu que a estratégia aprovada por seu governo é a melhor maneira de encerrar rapidamente a guerra, enfatizando que o objetivo não é ocupar Gaza. No entanto, a proposta enfrenta resistência internacional. O embaixador da Eslovênia na ONU, Samuel Zbogar, destacou que a decisão israelense não contribuirá para a libertação dos reféns e pode colocar suas vidas em risco.
Reações Internacionais
O governo brasileiro, em nota, expressou sua desaprovação ao plano, afirmando que ele agravará a situação humanitária em Gaza. O Itamaraty pediu a retirada imediata das tropas israelenses e um cessar-fogo permanente. Além do Brasil, cerca de 20 países, incluindo Egito, Arábia Saudita e Turquia, condenaram a proposta, considerando-a uma violação do direito internacional.
Desde o início do conflito em 7 de outubro de 2023, o ataque do Hamas a Israel resultou na morte de 1.219 israelenses, enquanto a retaliação israelense em Gaza causou 61.369 mortes, a maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde do Hamas. A situação continua a se deteriorar, com relatos de mortes de civis em operações de distribuição de alimentos.
Protestos em frente à sede da ONU em Nova York clamaram pelo fim das hostilidades, enquanto o embaixador israelense na ONU, Danny Danon, reafirmou que Israel não cessará a luta pela libertação dos reféns. A comunidade internacional observa com preocupação o desenrolar dos eventos, temendo um agravamento da crise humanitária em Gaza.
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