- Cerca de 30 mil trabalhadores celetistas da Saúde do Governo de São Paulo enfrentam problemas com registros de contribuições ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
- As falhas foram reconhecidas pelo governo desde 2022 e têm gerado protestos e tentativas de conciliação na Justiça.
- Servidores relatam que suas contribuições não aparecem no Meu INSS, dificultando a concessão de benefícios, e que os atrasos nos pagamentos persistem.
- No Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, não há registros de depósitos de FGTS desde o início de 2025.
- Os sindicatos Simesp e SindSaúde-SP tentaram conciliar a situação com o Ministério Público do Trabalho, mas a reunião em maio não teve sucesso.
Cerca de 30 mil trabalhadores celetistas da Saúde vinculados ao Governo de São Paulo enfrentam problemas com os registros de suas contribuições ao INSS e ao FGTS. As falhas, reconhecidas pelo governo desde 2022, têm gerado protestos e tentativas de conciliação na Justiça.
Recentemente, servidores relataram que suas contribuições não aparecem no Meu INSS, dificultando a concessão de benefícios. Além disso, os atrasos nos pagamentos persistem, levando a uma situação crítica para muitos profissionais, incluindo médicos, enfermeiros e assistentes sociais. No Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, por exemplo, não há registros de depósitos de FGTS desde o início de 2025.
Os atrasos nos pagamentos são atribuídos a lançamentos manuais, o que tem gerado angústia entre os trabalhadores. A técnica em enfermagem Denise Roberto de Souza Almeida, que enfrentou um câncer de mama, ficou cinco meses sem receber qualquer benefício, mesmo após contribuições descontadas. Outro caso é o de Vanessa Soares Santos, que, após uma cirurgia, recebeu um valor de auxílio-doença abaixo do esperado devido a erros nos registros.
Tentativas de Conciliação
Os sindicatos Simesp e SindSaúde-SP levaram a questão ao Ministério Público do Trabalho (MPT), mas uma tentativa de conciliação em maio não teve sucesso. O governo estadual não enviou representantes com capacidade de esclarecimento, levando ao arquivamento do processo. O presidente do Simesp, Augusto Ribeiro Silva, não descarta entrar com ação judicial.
O governo de São Paulo afirma que os pagamentos estão em dia e que as certidões negativas estão disponíveis. No entanto, reconhece que podem ocorrer divergências técnicas nos sistemas. A Secretaria de Saúde se reúne mensalmente com representantes dos sindicatos para discutir as questões, mas a situação ainda não foi resolvida. Servidores ameaçaram greve em julho, mas a paralisação foi suspensa após promessas de regularização até agosto.
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