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Passeata em homenagem a Raul Seixas pode ser prejudicada por disputa política

Organizadores buscam solução para garantir a realização da passeata, que pode ocorrer sem recursos e palco para os shows

Passeata em homenagem a Raul Seixas acontece todo ano no dia 21 de agosto, data da morte do cantor (Foto: Fabio Braga - 21.08.2015/Folhapress)
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  • A 36ª edição da passeata em homenagem a Raul Seixas está marcada para 21 de agosto.
  • O evento enfrenta dificuldades financeiras e logísticas devido a um impasse político entre o PSOL e a Prefeitura de São Paulo.
  • A emenda de R$ 150 mil, proposta pelo vereador Celso Giannazi (PSOL), está parada na Casa Civil.
  • A passeata, que ocorre anualmente desde 1990, espera reunir até 3.000 pessoas e contará com a participação de seis bandas.
  • Organizadores protocolaram um pedido de providências ao Ministério Público, acusando a gestão municipal de “boicote” ao evento.

A 36ª edição da passeata em homenagem a Raul Seixas, programada para 21 de agosto, enfrenta sérias dificuldades financeiras e logísticas. O evento, que celebra a vida do cantor falecido em 1989 e que completaria 80 anos neste ano, pode ocorrer sem verba e palco para os shows.

Organizadores apontam que a situação é resultado de um impasse político entre o PSOL e a Prefeitura de São Paulo. A passeata, que ocorre anualmente desde 1990, conta com o apoio de uma lei municipal desde 2007, mas a emenda de R$ 150 mil proposta pelo vereador Celso Giannazi (PSOL) está emperrada na Casa Civil. Gabriela Mousse, uma das organizadoras, expressou preocupação, afirmando que o prefeito não libera os recursos por “birra política”.

O trajeto da passeata vai das escadarias do Theatro Municipal até a Praça da Sé, e a expectativa é reunir até 3.000 pessoas, com a participação de seis bandas. A Prefeitura, por sua vez, alegou que a tramitação das emendas segue critérios técnicos e orçamentários, sem interferência do prefeito nas escolhas dos vereadores.

Para evitar problemas semelhantes aos do ano passado, quando a falta de recursos impediu o aluguel de palco, os organizadores solicitaram a emenda a Celso Giannazi. Mousse também tenta financiamento através da Secretaria de Cultura, mas enfrenta os mesmos obstáculos. Documentos mostram que a proposta já teria sido liberada pela Secretaria de Cultura, mas ainda está parada na Casa Civil.

A situação levou os irmãos Giannazi e a deputada federal Luciene Cavalcante (PSOL) a protocolar um pedido de providências ao Ministério Público, acusando a gestão municipal de “boicote” ao evento. Eles citam outros episódios que consideram ataques à cultura na capital, como a demolição de teatros e a suspensão de eventos culturais.

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