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Empresário acusado de ‘golpe do ouro’ é ligado à prisão do dono da Ultrafarma

Celso Éder Gonzaga de Araújo é preso por lavagem de dinheiro e corrupção em operação que envolve auditores fiscais e grandes empresas.

Celso Éder foi preso junto com a esposa durante operação do MPSP (Foto: Reprodução)
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  • Celso Éder Gonzaga de Araújo foi preso na Operação Ícaro, realizada pelo Ministério Público de São Paulo, em 12 de agosto de 2025.
  • A operação investiga corrupção envolvendo auditores fiscais e empresas como Ultrafarma e FastShop.
  • Durante a busca, foram encontrados R$ 1 milhão em espécie e esmeraldas na residência de Araújo, indicando lavagem de dinheiro.
  • Araújo já havia sido acusado em 2017 pelo golpe do ouro, que enganou cerca de 25 mil pessoas, mas sua ação penal foi trancada pelo Superior Tribunal de Justiça devido a falhas processuais.
  • Ele e sua esposa, Tatiane da Conceição Lopes, são apontados como responsáveis pela lavagem de dinheiro para uma quadrilha, com um auditor fiscal facilitando o esquema em troca de propinas.

Celso Éder Gonzaga de Araújo, empresário já conhecido por sua ligação com o “golpe do ouro”, foi preso na Operação Ícaro nesta terça-feira (12). A operação, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), investiga um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais e grandes empresas, como Ultrafarma e FastShop. Durante a ação, foram encontrados R$ 1 milhão em espécie e esmeraldas em sua residência, evidenciando sua participação em atividades de lavagem de dinheiro.

Araújo, que já havia sido acusado em 2017 por liderar um golpe que enganou até 25 mil pessoas em Mato Grosso do Sul, teve sua ação penal trancada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) devido a falhas processuais. O golpe, conhecido como “Operação Ouro de Ofir”, prometia lucros exorbitantes a partir de uma mina de ouro fictícia, atraindo investidores com contratos milionários sem lastro.

Na nova investigação, Araújo e sua esposa, Tatiane da Conceição Lopes, foram identificados como responsáveis pela lavagem de dinheiro para uma quadrilha. O auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto é apontado como o principal articulador do esquema, facilitando o ressarcimento de créditos tributários para as empresas envolvidas. Em troca, ele recebia propinas que ultrapassam R$ 1 bilhão desde 2021.

A operação resultou em 19 mandados de busca e apreensão em diversos endereços ligados aos investigados. Os materiais apreendidos reforçam as suspeitas de movimentação ilegal de valores e ocultação de patrimônio. A defesa de Araújo não foi localizada até o momento.

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