- O Botafogo se manifestou em um processo judicial no Rio de Janeiro sobre o controle da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube.
- A ação foi iniciada pela Eagle, que acusa John Textor de ações ilícitas na gestão do Botafogo.
- O clube destacou o interesse de novos investidores na SAF e mencionou obrigações não cumpridas por Textor, conforme o Acordo de Acionistas.
- O presidente do Botafogo, João Paulo Magalhães Lins, até agora tem apoiado Textor na disputa, expressando preocupação em carta enviada à Eagle.
- O Botafogo busca garantir seus direitos e a possibilidade de retomar o controle da SAF, caso as obrigações financeiras não sejam cumpridas.
O Botafogo se manifestou nesta quinta-feira, 19 de outubro, no processo judicial que envolve a disputa pelo controle da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube. A ação, que tramita na Justiça do Rio de Janeiro, foi iniciada pela Eagle, que acusa John Textor de ter tomado “medidas ilícitas” na gestão do Botafogo.
Em sua petição, o clube destacou o interesse de novos investidores na SAF e mencionou obrigações não cumpridas por Textor, conforme o Acordo de Acionistas. O documento, protocolado na 2ª Vara Empresarial, afirma que o Botafogo tem recebido sondagens de investidores dispostos a adquirir o controle da SAF e realizar investimentos significativos a longo prazo.
O Acordo de Acionistas, assinado em março de 2022, estabelece que Textor deve cobrir despesas operacionais e salários do futebol profissional quando a SAF não tiver recursos suficientes. As cláusulas 3.3 e 3.4 do acordo são centrais para a disputa, pois definem as obrigações financeiras do investidor.
O atual presidente do Botafogo, João Paulo Magalhães Lins, que assumiu o cargo em janeiro, até o momento tem apoiado Textor na disputa. Em uma carta enviada a Christopher Mallon, diretor da Eagle, Lins expressou preocupação com a situação e defendeu a permanência de Textor à frente da gestão.
Diante do cenário de incertezas, o Botafogo busca garantir seus direitos e a possibilidade de retomar o controle da SAF, caso os atuais gestores não cumpram suas obrigações financeiras. A disputa judicial continua, enquanto o clube se prepara para possíveis mudanças em sua administração.
Entre na conversa da comunidade