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Líder bolsonarista foragido após romper tornozeleira eletrônica em Brasília

Diego Dias Ventura, condenado por atos antidemocráticos, rompeu a tornozeleira e fugiu, desafiando ordens do Supremo Tribunal Federal.

Diego Ventura nos atos antidemocráticos do 8 de janeiro (Foto: Reprodução)
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  • Diego Dias Ventura, condenado a 14 anos de prisão por atos antidemocráticos em 8 de janeiro de 2023, está foragido após romper a tornozeleira eletrônica.
  • Um mandado de prisão foi emitido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, devido à tentativa de evasão.
  • Ventura foi condenado em julho pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, Golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio público tombado e associação criminosa armada.
  • As medidas cautelares incluíam a obrigação de se apresentar à Justiça semanalmente. Moraes destacou o desrespeito às ordens judiciais.
  • Ventura já havia sido detido em dezembro de 2022 ao tentar acessar o Supremo Tribunal Federal com outros apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Diego Dias Ventura, condenado a 14 anos de prisão por sua participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, está foragido após romper a tornozeleira eletrônica que o monitorava. Um mandado de prisão foi expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, nesta terça-feira, destacando a tentativa de evasão do réu.

Ventura, que foi uma das lideranças do acampamento bolsonarista em Brasília, foi condenado em julho pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, Golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio público tombado e associação criminosa armada. A tornozeleira foi rompida em sua residência em Campos dos Goytacazes, e a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro (Seap-RJ) notificou o STF sobre o incidente em 6 de agosto.

Medidas Cautelares

As medidas cautelares impostas a Ventura incluíam a obrigatoriedade de se apresentar à Justiça toda segunda-feira. Moraes afirmou que a situação atual do réu demonstra desrespeito deliberado às ordens judiciais. O ministro enfatizou que a evasão de Ventura é uma afronta ao STF e à ordem pública.

Ventura já havia sido detido anteriormente, em dezembro de 2022, quando tentava acessar o STF junto a outros apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na ocasião, a Polícia Militar apreendeu estilingues, uma faca e rádios comunicadores com o grupo. O foragido também é conhecido por sua proximidade com Ana Priscila Azevedo, condenada a 17 anos de prisão por sua participação nos mesmos atos.

Atividades nas Redes

Ativo nas redes sociais, Ventura fazia parte da Associação Brasileira de Patriotas e gerenciava grupos de apoio ao ex-presidente no Telegram. Após a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022, ele se uniu a outros apoiadores em um acampamento em Brasília, onde pedia doações para manter as atividades do local. A defesa de Ventura ainda não se manifestou sobre a situação atual.

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