- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou as sanções dos Estados Unidos ao Brasil, relacionadas ao programa Mais Médicos.
- Durante a inauguração de uma fábrica em Goiana, Pernambuco, Lula chamou a revogação de vistos de funcionários brasileiros de “insensatez”.
- As sanções incluem uma sobretaxa de cinquenta por cento sobre produtos brasileiros e foram anunciadas na semana passada.
- O secretário de Estado americano, Marco Rubio, classificou o programa como um “esquema de exportação de trabalho forçado”.
- Desde o relançamento do programa em 2023, o número de médicos aumentou de treze mil para vinte e seis mil e setecentos, focando em áreas carentes.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta quinta-feira, 14, as sanções impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, associadas ao programa Mais Médicos. Durante a inauguração de uma fábrica em Goiana, Pernambuco, Lula afirmou que o governo americano cometeu uma “insensatez” ao revogar vistos de funcionários brasileiros, destacando a importância das relações diplomáticas entre os dois países.
As sanções, que incluem uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, foram anunciadas na semana passada e são vistas como uma resposta ao programa que utiliza médicos cubanos para atender áreas remotas do Brasil. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, classificou o Mais Médicos como um “esquema de exportação de trabalho forçado”. O Departamento de Estado não revelou quantas autoridades foram sancionadas, mas confirmou a revogação dos vistos de Mozart Júlio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde, e Alberto Kleiman, ex-assessor de Relações Internacionais do Ministério da Saúde.
Relações Brasil-EUA
Lula enfatizou que as relações entre Brasil e Estados Unidos são de longa data, com 201 anos de diplomacia. Ele criticou as tarifas e sanções, afirmando que o governo Trump não deve se “humilhar” para abrir um canal de diálogo. O governo brasileiro anunciou que as empresas mais afetadas pelas tarifas terão prioridade no acesso a recursos do plano de socorro.
Desde o relançamento do programa Mais Médicos em 2023, o número de profissionais aumentou de 13.000 para 26.700, com foco em áreas carentes, como a Amazônia Legal. O programa, que foi criado em 2013, visa melhorar o acesso à saúde em regiões remotas e já foi elogiado em relatórios da ONU sobre cooperação internacional na saúde.
A tensão entre os governos brasileiro e americano se intensificou, com medidas como a inclusão de ministros do STF na lista de sancionados pela Lei Magnitsky. Essas ações são justificadas pelos EUA como resposta à suposta perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro pela Justiça brasileira.
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