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Investigações revelam fraudes na concessão do seguro-defeso na pesca

Polícia Federal investiga fraudes no seguro-defeso, revelando desvio de R$ 1,5 bilhão e a presença de "pescadores fantasmas" em doze estados

PREJUÍZO - Na mira da Polícia Federal: pagamentos do auxílio chegaram a trabalhadores fantasmas e até mesmo a mortos (Foto: Daniela Mesquita/Getty Images)
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  • O escândalo de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) se expande para o seguro-defeso, auxílio destinado a pescadores.
  • A Polícia Federal investiga um esquema que pode ter causado um rombo de R$ 1,5 bilhão.
  • Entre 2019 e 2021, a colônia Z-16, ligada a José Fernandes Barra, ex-vereador, apresentou 30 mil requerimentos fraudulentos.
  • O Ministério da Pesca realiza um recadastramento para evitar fraudes, mas desvios relacionados à Z-16 já somam R$ 120 milhões.
  • O número de benefícios pagos aumentou de R$ 2,5 bilhões em 2018 para R$ 6,2 bilhões no primeiro semestre de 2025.

O escândalo de fraudes no INSS, que envolveu o desvio de bilhões em aposentadorias, agora se expande para o seguro-defeso, auxílio destinado a pescadores. A Polícia Federal investiga um esquema que pode ter causado um rombo de 1,5 bilhão de reais.

As fraudes no INSS, que se arrastaram por anos, foram alimentadas por sindicatos e entidades que falsificaram documentos para obter descontos ilegais nas pensões. O prejuízo total é estimado em 4 bilhões de reais, com o esquema se ampliando sob a atual administração. A operação da Polícia Federal, realizada em abril, foi um marco na tentativa de conter essa corrupção.

No caso do seguro-defeso, que garante um salário mínimo a pescadores durante o período de reprodução dos peixes, a situação é alarmante. A fiscalização sempre foi frágil, permitindo a inclusão de “pescadores fantasmas” e até mesmo pessoas que nunca existiram. Desde 2020, a PF identificou irregularidades em doze estados, com um aumento significativo no número de benefícios pagos.

Investigação em Andamento

Entre 2019 e 2021, a colônia Z-16, ligada a José Fernandes Barra, ex-vereador e presidente da Federação dos Trabalhadores da Aquicultura e Pesca do Pará, apresentou 30 mil requerimentos de benefícios fraudulentos. Barra, que já responde a processos por estelionato, teve encontros com autoridades do governo, mesmo após ser indiciado.

O Ministério da Pesca afirma que um recadastramento está em andamento para evitar fraudes. Entretanto, os desvios relacionados à Z-16 e outras entidades já somam 120 milhões de reais. O aumento no número de benefícios pagos, que saltou de 2,5 bilhões de reais em 2018 para 6,2 bilhões no primeiro semestre de 2025, levanta preocupações sobre a eficácia das medidas de controle.

A situação exige atenção redobrada, pois a combinação de corrupção e falta de fiscalização pode levar a novos escândalos, prejudicando ainda mais os recursos públicos e os cidadãos que realmente necessitam do auxílio.

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