- O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, minimizou as críticas de Carlos Bolsonaro, que chamou governadores da direita de “ratos” e “oportunistas”.
- A declaração de Carlos ocorreu após o lançamento da pré-candidatura de Zema à Presidência, no dia dezesseis de agosto, em São Paulo.
- Zema expressou surpresa com as ofensas, mas destacou a importância da unidade entre os partidos de direita.
- Outros governadores, como Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior, também se apresentam como possíveis sucessores de Jair Bolsonaro.
- Zema não descartou a possibilidade de alianças com outros partidos, afirmando que ajustes políticos são normais.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), minimizou as críticas de Carlos Bolsonaro (PL-RJ), que se referiu a governadores da direita como “ratos” e “oportunistas”. A declaração de Carlos, amplamente compartilhada, ocorreu após o lançamento da pré-candidatura de Zema à Presidência, no último sábado, 16, em São Paulo.
Em coletiva de imprensa, Zema expressou surpresa com as ofensas, mas optou por não entrar em polêmicas. “Nós da direita temos as mesmas propostas, estamos lutando pelos mesmos objetivos”, afirmou, ressaltando a necessidade de unidade entre os partidos. O governador também manifestou solidariedade à família Bolsonaro, que enfrenta um momento delicado com a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além de Zema, outros governadores, como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) e Ratinho Júnior (PSD-PR), também se posicionam como possíveis sucessores de Bolsonaro. A crítica de Carlos parece ter sido motivada pelo lançamento da pré-candidatura de Zema, interpretada por alguns aliados do PL como uma tentativa de ocupar espaço político.
Zema não descartou a possibilidade de compor com outros partidos, caso solicitado por Bolsonaro. “Ajustes feitos pelos partidos políticos sempre são possíveis”, disse, enfatizando que divergências são normais em um ambiente político. A tensão entre os membros do bolsonarismo e os governadores de direita pode influenciar o cenário político à medida que as eleições se aproximam.
A agenda de Zema nesta segunda-feira incluiu a inauguração de uma bacia de contenção contra enchentes em Contagem, onde a prefeita Marília Campos (PT) deixou o evento antes do encerramento, alegando desconforto com o cerimonial do governador. A situação reflete as complexidades das relações políticas em um momento de transição no cenário nacional.
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