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Tarcísio financia mudanças de famílias do Moinho enquanto aguarda imóveis da Caixa

Governo estadual avança na remoção de famílias da Favela do Moinho, enquanto aguarda a Caixa Econômica Federal para formalizar acordos

Primeiras famílias deixam a Favela do Moinho, em 22 de abril de 2025 (Foto: Maria Isabel Oliveira/Agência O Globo)
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  • A Caixa Econômica Federal ainda não formalizou os processos para a aquisição gratuita de imóveis para as famílias da Favela do Moinho.
  • Quatrocentas e setenta e nove das novecentas famílias já se mudaram.
  • O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que não aguardará mais a ação do governo federal.
  • As remoções começaram em 22 de abril, com protestos e operações policiais, e o governo paulista planeja construir um parque no local.
  • Um acordo de compra assistida foi estabelecido, permitindo que famílias com renda de até R$ 4.700 adquiram imóveis sem custo.

Quase dois meses após o anúncio do presidente Lula sobre o custeio das moradias para as famílias da Favela do Moinho, a Caixa Econômica Federal ainda não formalizou os processos para a aquisição gratuita dos imóveis. Enquanto isso, o governo estadual continua a remoção das famílias, com 479 das 900 já se mudando. O governador Tarcísio de Freitas afirmou que não aguardará mais a ação do governo federal.

As remoções começaram em 22 de abril e foram marcadas por protestos e operações policiais. A comunidade, que existe há mais de 30 anos, está em um terreno da União, e o governo paulista planeja construir um parque no local. Em maio, um acordo entre os governos federal e estadual estabeleceu a modalidade de compra assistida, permitindo que famílias com renda de até R$ 4.700 adquiram imóveis sem custo.

A Secretaria Estadual de Habitação informou que aguarda a participação da Caixa na operação e que o ajuste de contas será feito após a conclusão dos trâmites federais. A Caixa, por sua vez, afirmou que 453 famílias já foram habilitadas para o programa e terão 12 meses para escolher um imóvel. O auxílio-aluguel foi aumentado para R$ 1.200 durante o período de espera.

O governador Tarcísio destacou a urgência da situação, afirmando que as condições de vida na favela eram precárias. Ele enfatizou que o estado não pode esperar pela ajuda federal e que, se necessário, agirá de forma independente. O programa de compra assistida foi uma solução para atender as demandas da comunidade, que buscava alternativas com gratuidade total.

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