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PF aponta coação no processo envolvendo Bolsonaro e Malafaia em mensagens reveladas

Polícia Federal avança na investigação de Jair Bolsonaro e Silas Malafaia por coação e obstrução de Justiça em caso de golpe de Estado

Deus escolheu as coisas vis: Jair Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia em 2018 — Foto: Domingos Peixoto/30-10-2018
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  • A Polícia Federal investiga Jair Bolsonaro e Silas Malafaia por coação e obstrução de Justiça em um suposto golpe de Estado.
  • O celular de Malafaia foi apreendido no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, após seu retorno de Lisboa.
  • Mensagens entre Bolsonaro e Malafaia indicam uma estratégia de intimidação contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
  • A Procuradoria-Geral da República (PGR) considera Malafaia um dos principais articuladores nas tentativas de interferir nas investigações.
  • A PGR solicitou medidas cautelares contra Malafaia, incluindo a entrega de seu passaporte e a proibição de contato com outros investigados.

A Polícia Federal (PF) investiga o ex-presidente Jair Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia por tentativas de coação e obstrução de Justiça em relação a um suposto golpe de Estado. A PF apreendeu o celular de Malafaia no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, após seu retorno de Lisboa. As ações foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Mensagens trocadas entre Bolsonaro e Malafaia revelam uma suposta estratégia de intimidação contra ministros do STF. A PF identificou que Malafaia atuou como orientador nas ações de coação, utilizando sua influência religiosa para ameaçar autoridades judiciais. Em uma mensagem, o pastor alertou Bolsonaro sobre um vídeo que planejava publicar, insinuando retaliações contra ministros e suas famílias.

Ações da PF e PGR

A Procuradoria-Geral da República (PGR) corroborou as investigações, afirmando que Malafaia e os Bolsonaros tentaram interferir nas investigações relacionadas ao ex-presidente. O procurador-geral Paulo Gonet destacou que Malafaia aparece como um dos principais articuladores nas tentativas de obstrução, sugerindo que o pastor orientou Bolsonaro a desafiar decisões do STF.

Além disso, a PGR solicitou medidas cautelares contra Malafaia, incluindo a entrega de seu passaporte e a proibição de contato com outros investigados. As mensagens analisadas pela PF mostram um esforço coordenado para disseminar narrativas falsas e intimidar a cúpula do Judiciário.

Reações e Implicações

A bancada evangélica no Congresso manifestou apoio a Malafaia, considerando-o uma vítima de injustiça. O ex-líder da bancada, Eli Borges, criticou as ações de Moraes, enquanto o atual coordenador, Gilberto Nascimento, enfatizou a solidariedade ao pastor. A situação levanta questões sobre a liberdade de expressão e os limites da atuação política no contexto religioso.

As investigações da PF e da PGR revelam um padrão de comportamento que pode ter implicações significativas para Malafaia e seus aliados. A operação representa um avanço nas apurações sobre tentativas de interferir em processos judiciais, destacando a gravidade das acusações contra os envolvidos.

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