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Policiais continuam a atuar em favor do crime e geram indignação na sociedade

Investigação revela que 72 policiais militares atuam como seguranças de contraventores no Rio de Janeiro, intensificando a corrupção na corporação

O carro de Vinicius Drumond atacado a tiros: escolta era feita por PMs (Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo)
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  • A relação entre policiais e crime organizado no Rio de Janeiro se agrava com a identificação de setenta e dois policiais militares fazendo segurança para contraventores.
  • Investigações revelam que esses PMs estão envolvidos em atividades ilícitas, incluindo a execução de um delator do Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo.
  • Um levantamento do jornal O Globo mostra que os policiais atuam como seguranças particulares para bicheiros.
  • O atentado ao contraventor Vinicius Pereira Drumond, que sobreviveu a um ataque a tiros com a proteção de dois PMs do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), chamou a atenção das autoridades.
  • A Delegacia de Homicídios da Capital e o Ministério Público estão investigando as ligações entre esses policiais e o crime organizado.

Relação entre policiais e crime organizado no Rio de Janeiro se agrava

A relação entre policiais e o crime organizado no Rio de Janeiro se torna cada vez mais preocupante. Recentemente, 72 policiais militares foram identificados fazendo segurança para contraventores, revelando um cenário alarmante de corrupção. As investigações apontam que esses PMs, que deveriam proteger a população, estão envolvidos em atividades ilícitas, incluindo a execução de um delator do PCC em São Paulo.

O levantamento realizado pelo GLOBO expôs que os policiais em questão atuam como seguranças particulares para bicheiros, sem contar outros agentes de segurança que também podem estar envolvidos. O caso mais recente que chamou a atenção foi o atentado ao contraventor Vinicius Pereira Drumond, que sobreviveu a um ataque a tiros, protegido por dois PMs do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). A Delegacia de Homicídios da Capital e o Ministério Público estão investigando as ligações entre esses policiais e o crime organizado.

Promiscuidade histórica

A promiscuidade entre agentes da lei e criminosos não é um fenômeno novo. Em 1994, a operação contra o bicheiro Castor de Andrade revelou a conivência de promotores e PMs, que impediram que ele fosse avisado sobre a ação policial. A frase “Que polícia é esta?” se tornou emblemática, refletindo a desconfiança em relação à corporação. A situação atual, com a identificação de policiais envolvidos com contraventores, levanta questões sobre a eficácia das medidas de controle.

Além do Rio, São Paulo também enfrenta problemas semelhantes. A execução de Vinícius Gritzbach, delator do PCC, expôs a conexão entre policiais e o crime. Em junho, a Justiça Militar de São Paulo aceitou denúncia contra 18 PMs por envolvimento no caso, evidenciando que a linha entre policiais e bandidos é frequentemente ultrapassada.

Necessidade de mudanças

Embora a maioria dos policiais atue dentro da legalidade, a persistência de desvios é alarmante. A questão não é apenas se policiais podem ter atividades paralelas, mas sim a gravidade de trabalharem como seguranças para indivíduos com histórico criminal. Casos de corrupção devem ser punidos, mas é crucial que medidas preventivas sejam implementadas, aprimorando os critérios de recrutamento e permanência nas corporações.

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