- O Grupo Anfíbio de Prontidão Iwo Jima retornou à base em Norfolk, Virgínia, devido ao furacão Erin.
- A missão, que visava pressionar o regime de Nicolás Maduro, foi interrompida como medida preventiva.
- O grupo contava com cerca de 4,5 mil marinheiros e fuzileiros e três navios de assalto anfíbio.
- A Casa Branca reafirmou seu compromisso de usar “toda a força” contra Maduro, classificado como narcotraficante.
- Em resposta, Maduro mobilizou 4,5 milhões de paramilitares, acusando os EUA de se prepararem para uma intervenção.
A presença naval dos Estados Unidos no Caribe sofreu uma alteração significativa devido ao furacão Erin. O Grupo Anfíbio de Prontidão Iwo Jima, que havia sido enviado para pressionar o regime de Nicolás Maduro, retornou à base em Norfolk, Virgínia, na manhã de terça-feira, 19 de agosto. A missão, que visava combater o narcotráfico, foi interrompida como medida preventiva diante dos riscos meteorológicos.
O grupo anfíbio, que partiu de Norfolk cinco dias antes, contava com cerca de 4,5 mil marinheiros e fuzileiros, além de três navios de assalto anfíbio. A operação, sob o comando do U.S. Southern Command, era a primeira desse tipo em oito meses. A previsão inicial era que a frota chegasse à costa venezuelana na manhã de quarta-feira, mas o avanço do furacão, que alcançou a categoria 5, forçou a mudança de planos.
Aumento da Tensão
A movimentação naval dos EUA ocorre em um contexto de crescente tensão entre Washington e Caracas, que se intensificou desde 2019. A Casa Branca reafirmou seu compromisso de usar “toda a força” contra o regime de Maduro, classificado como um cartel narcoterrorista. Em julho, o Tesouro americano incluiu o Cartel de los Soles na lista de organizações terroristas e ofereceu uma recompensa de US$ 50 milhões pela captura de Maduro.
Além do grupo anfíbio, três contratorpedeiros equipados com o sistema Aegis foram posicionados na região, aumentando a pressão sobre o governo venezuelano. A operação militar foi inicialmente autorizada por uma diretiva do ex-presidente Donald Trump, que buscava combater cartéis de drogas na América Latina.
Resposta de Maduro
Em resposta à movimentação dos EUA, Nicolás Maduro anunciou a mobilização de 4,5 milhões de paramilitares no país, acusando os Estados Unidos de se prepararem para uma intervenção. O clima de tensão se reflete nas ruas de Caracas, onde a rotina permanece, mas com cidadãos se deslocando para longe de áreas militares por precaução.
A situação continua a ser monitorada, com a possibilidade de ações rápidas e cirúrgicas não descartadas, embora uma invasão militar seja considerada improvável. A imposição de restrições navais e financeiras é vista como uma alternativa mais viável, o que poderia complicar as exportações de petróleo da Venezuela.
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