- O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 21 de agosto de 2025.
- Ele solicita a abertura de um inquérito contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e sua família por organização criminosa e lavagem de dinheiro.
- O pedido se baseia em investigações da Polícia Federal (PF) que revelaram movimentações financeiras suspeitas.
- Farias pede o bloqueio dos bens de Jair Bolsonaro, sua esposa Michelle e os filhos Eduardo e Carlos, além da quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático.
- Segundo a PF, Jair Bolsonaro movimentou mais de R$ 30 milhões entre março de 2023 e fevereiro de 2024, incluindo transferências significativas para sua família.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira, 21, solicitando a abertura de um inquérito contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e sua família. A ação é fundamentada em investigações da Polícia Federal (PF) que indicam possíveis crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
O pedido de Farias inclui o bloqueio dos bens de Jair Bolsonaro, sua esposa Michelle e os filhos Eduardo e Carlos. Segundo um relatório da PF, o ex-presidente movimentou mais de 30 milhões de reais entre março de 2023 e fevereiro de 2024. Além disso, foram identificadas transferências de 22 milhões de reais entre dezembro de 2024 e junho deste ano, com valores específicos de R$ 2 milhões a Michelle, R$ 2,1 milhões a Eduardo e R$ 4,8 milhões a Carlos.
Detalhes das Investigações
O deputado argumenta que essas movimentações financeiras foram utilizadas como estratégias de blindagem patrimonial. A PF sugere que o repasse a Michelle tinha como objetivo evitar bloqueios judiciais. Na petição, Farias pede que a Procuradoria-Geral da República seja ouvida e solicita a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático dos envolvidos.
Lindbergh Farias afirma que Jair Bolsonaro tentou enganar o Judiciário sobre sua real situação patrimonial, especialmente em relação à origem dos valores obtidos na controversa “campanha via Pix”. Essa campanha é vista como parte de uma estratégia mais ampla de ataques às instituições democráticas do Brasil.
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