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Tarifaço afeta planos de governadores de direita e gera polêmica no país

Governadores de oposição criticam Jair Bolsonaro e tentam se distanciar de seu legado, enquanto sua popularidade despenca antes do julgamento

Governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ronaldo Caiado (União-GO) e Romeu Zema (Novo-MG) (Foto: Célio Messias/Governo de São Paulo)
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  • Governadores de oposição criticam Jair Bolsonaro em meio ao seu julgamento.
  • Pesquisa da Quaest mostra que a popularidade de Bolsonaro caiu, com 55% da população desaprovando suas ações e as de seu filho, Eduardo.
  • Governadores como Tarcísio de Freitas, do São Paulo, enfrentam 35% de reprovação, enquanto Ratinho Jr., do Paraná, e Ronaldo Caiado, de Goiás, têm índices semelhantes.
  • Apenas 13% dos eleitores se identificam como “bolsonaristas”, enquanto 20% se consideram de “direita não bolsonarista”.
  • A pesquisa indica que 30% dos eleitores buscam alternativas, o que pode ser decisivo para governadores que desejam se distanciar do legado bolsonarista.

Com a proximidade do julgamento de Jair Bolsonaro, governadores de oposição intensificaram suas críticas ao ex-presidente, buscando distanciar-se de seu legado. Recentes dados da pesquisa da Quaest revelam que a popularidade de Bolsonaro está em queda, impactando negativamente a imagem dos governadores que o apoiam.

A pesquisa indica que 55% da população desaprova as ações de Bolsonaro e seu filho, Eduardo, durante o tarifaço. Essa desaprovação se reflete nas intenções de voto, com governadores como Tarcísio de Freitas, do São Paulo, apresentando 35% de reprovação, enquanto Ratinho Jr., do Paraná, e Ronaldo Caiado, de Goiás, também enfrentam índices semelhantes.

Os números sugerem que a fidelidade a Bolsonaro pode custar caro nas eleições, especialmente para aqueles que aspiram a uma candidatura presidencial. A pesquisa aponta que apenas 13% dos eleitores se identificam como “bolsonaristas”, enquanto 20% se consideram de “direita não bolsonarista”. Isso indica que uma candidatura que represente a direita moderada poderia ter mais apelo do que uma vinculada diretamente a Bolsonaro.

Além disso, a pesquisa revela que os eleitores estão em busca de alternativas, com 30% se declarando sem posicionamento claro. Essa fatia do eleitorado pode ser crucial para os governadores que tentam se desvincular do legado bolsonarista. Carlos Bolsonaro, ao perceber a movimentação dos governadores, criticou-os, chamando-os de “ratos”, mas muitos preferem ignorar as provocações, focando em suas estratégias eleitorais.

A situação atual exige que os governadores recalibrem suas rotas, pois apoiar Bolsonaro hoje pode significar carregar um fardo eleitoral pesado.

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