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Justiça anula fiança de R$ 25 milhões e impede retorno do dono da Ultrafarma à prisão

Desembargadora suspende fiança de R$ 25 milhões de Sidney Oliveira, alegando falta de fundamentação e constrangimento ilegal na decisão

Sidney Oliveira, da Ultrafarma, contesta fiança de R$ 25 milhões para não ser preso novamente. (Foto: Jose Patricio/Estadão)
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  • A desembargadora Carla Rahal, do Tribunal de Justiça de São Paulo, suspendeu a fiança de R$ 25 milhões imposta ao empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma.
  • A decisão foi tomada após pedido da defesa, que alegou que o valor era desproporcional e sem fundamentação adequada.
  • A fiança havia sido determinada pelo juiz Paulo Fernando Deroma de Mello, da 1.ª Vara de Crimes Tributários, sem solicitação do Ministério Público.
  • A desembargadora considerou que a imposição do valor elevado não foi justificada, resultando em constrangimento ilegal.
  • Sidney Oliveira estava sob regime domiciliar com tornozeleira eletrônica após ser preso na Operação Ícaro, que investiga corrupção na Secretaria da Fazenda de São Paulo.

A desembargadora Carla Rahal, do Tribunal de Justiça de São Paulo, suspendeu a fiança de R$ 25 milhões imposta ao empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma. A decisão foi tomada nesta sexta-feira, 22, após um pedido da defesa, que argumentou que o valor era desproporcional e sem fundamentação adequada.

A fiança foi determinada pelo juiz Paulo Fernando Deroma de Mello, da 1.ª Vara de Crimes Tributários, sem solicitação do Ministério Público. A desembargadora considerou que a imposição de um valor tão elevado não foi justificada de forma individualizada, resultando em um constrangimento ilegal. Ela destacou que o empresário não possui recursos suficientes para arcar com a quantia e que a capacidade financeira da Ultrafarma não deve ser confundida com a sua situação econômica pessoal.

Oliveira estava sob regime domiciliar com tornozeleira eletrônica após ser preso na Operação Ícaro, que investiga corrupção na Secretaria da Fazenda de São Paulo. O Ministério Público havia solicitado sua prisão por não ter depositado a fiança no prazo estipulado. A suspensão da fiança é liminar e permanecerá em vigor até que o Tribunal de Justiça decida sobre o caso.

A defesa de Oliveira alega que a decisão da desembargadora restabelece o devido processo legal. A magistrada também criticou a falta de especificidade nas acusações contra o empresário, afirmando que o juiz de primeira instância não detalhou as condutas imputadas. A situação de Oliveira continua a ser monitorada enquanto o processo avança.

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