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Ancine discute disputas internas sobre faturamento do streaming no Brasil

Ancine enfrenta críticas após erros em relatório de faturamento das plataformas de streaming, complicando a regulamentação da Condecine no Congresso

Sede da Ancine, Agência Nacional de Cinema, em Brasília (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)
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  • A regulamentação das plataformas de streaming no Brasil, como Netflix e Amazon Prime Video, está em discussão, especialmente sobre a Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine).
  • A Agência Nacional do Cinema (Ancine) apresentou um relatório com estimativas de faturamento das plataformas, mas com erros de soma, gerando controvérsias.
  • O faturamento correto das plataformas seria de R$ 76,2 bilhões, e não R$ 69,7 bilhões, como indicado inicialmente.
  • O projeto de lei que regulamenta o streaming enfrenta obstruções no Congresso, dificultando sua aprovação.
  • Profissionais do setor audiovisual pedem uma alíquota de Condecine de 12%, enquanto as plataformas defendem 3% e o Ministério da Cultura sugere 6%.

A regulamentação das plataformas de streaming no Brasil, como Netflix e Amazon Prime Video, está em debate, especialmente em relação à Condecine, que financia a indústria cinematográfica nacional. Recentemente, a Ancine apresentou um relatório com estimativas de faturamento das plataformas, mas com erros de soma, gerando controvérsias sobre os valores e a alíquota da Condecine.

O relatório da Ancine indicava que as plataformas teriam um faturamento de R$ 69,7 bilhões, mas a soma correta seria R$ 76,2 bilhões. Esses números, que incluem receitas de publicidade e assinaturas, são cruciais para o debate sobre quanto as plataformas devem contribuir para a Condecine. O projeto de lei que regulamenta o streaming enfrenta obstruções no Congresso, dificultando sua aprovação.

Profissionais do setor audiovisual expressaram preocupações sobre a superavaliação dos números, temendo que isso favoreça alíquotas menores de taxação. Enquanto as plataformas defendem uma Condecine de 3%, os independentes pleiteiam 12%, e o Ministério da Cultura sugere 6%. A diretoria da Ancine, composta por membros indicados em diferentes governos, está sob pressão para corrigir os erros e esclarecer os dados apresentados.

Críticas e Reuniões

Após a divulgação do relatório, o gabinete de Paulo Alcoforado, diretor da Ancine, criticou os valores apresentados, afirmando que as estimativas não se basearam em dados da Receita Federal. A Ancine, por sua vez, defendeu que suas metodologias seguem padrões internacionais e que os dados consolidados serão publicados futuramente.

Recentemente, representantes do audiovisual independente se reuniram com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, para discutir o andamento do projeto de lei. A reunião, que não contou com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, resultou na entrega de uma carta aberta com assinaturas de centenas de profissionais, pedindo celeridade na votação do PL do streaming.

As plataformas de streaming, como Netflix e Amazon, têm buscado se aproximar do governo federal, participando de mesas de negociação para apoiar projetos que incluem reformas de salas de cinema e campanhas de promoção do turismo. A expectativa é que a regulamentação do streaming avance, mas os desafios permanecem.

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